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Ferrari, mansão: youtubers presos por lavagem de dinheiro e jogo com carros

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu, nesta segunda-feira (21), quatro influencers que, de acordo com as investigações,  aproveitavam-se do fato de ter milhões de seguidores para rifar carros de luxo e usavam empresas de fachada para lavar o dinheiro e comprar veículos avaliados em pelo menos R$ 3 milhões cada, como Ferrari e Lamborghini. […]

Por O Diário
21/03/2022 16h23, Atualizado há 689 meses

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu, nesta segunda-feira (21), quatro influencers que, de acordo com as investigações,  aproveitavam-se do fato de ter milhões de seguidores para rifar carros de luxo e usavam empresas de fachada para lavar o dinheiro e comprar veículos avaliados em pelo menos R$ 3 milhões cada, como Ferrari e Lamborghini. Entre os presos na Operação Huracán — referência ao modelo de um dos carros comprados pelo grupo —, está o influenciador digital Kleber Moraes, conhecido como Klebim nas redes, onde é seguido por mais de 1,5 milhão de pessoas, tanto em seu perfil, quanto em seu canal “Estilo Dub”, sobre carros tunados. 

Além de Klebim, também estão presos Pedro Henrique Barroso de Neiva, Vinícius Couto Farago e Alex Bruno da Silva Vale. A operação cumpriu mandados de busca em Brasília, Águas Claras, Guará e Samambaia (DF). Os investigadores descobriram que, num período de apenas dois anos, os influencers movimentaram um valor de R$ 20 milhões. No total, foram apreendidos nove carros, incluindo uma Ferrari 458 Spider e uma Lamborghini Huracan (que dá nome à ação). Cada um desses veículos é avaliado em pelo menos R$ 3 milhões. Além dos automóveis, também houve apreensão de uma mansão do grupo, uma moto e um jet-ski. Cerca de R$ 10 milhões foram bloqueados ainda da conta dos investigados. 

De acordo com a Polícia Civil, os investigados começaram o esquema em 2021, quando passaram a promover rifa de carros nos Instasgram e através de canais no Youtube. Os investigadores explicam que a prática é proibida por lei, considerada jogo de azar. Como, juntos, eles somam uma verdadeira multidão de seguidores, facilmente conseguiam vender todas essas rifas, arrecadando grandes quantias em dinheiro. Em seguida, policiais contam que o valor arrecadado seguia direto para contas de empresas de fachada, que eram usadas por eles para comprar novos carros, cada vez mais luxuosos. Os veículos eram registrados sempre no nome de um laranja.

As medidas foram deferidas pelo Juiz da Vara Criminal do Guará, e operação contou com apoio da Subsecretaria da Receita do DF e da Secretaria de Avaliação, Planejamento, Energia e Loteria do Ministério da Economia. 

Ao Globo, o advogado José Sousa de Lima, que defende os quatro investigados presos na operação, definiu a ação como “arbitrária” e “ilegal”. 
— Essa Prisão é completamente arbitrária, desproporcional e ilegal. Fruto de uma pirotecnia para criar constrangimentos e fatos midiáticos. Confiamos que o poder judiciário corrigirá essa arbitrariedade revogando imediatamente essa prisão — disse o advogado.

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