Feriados adiantados opõem Doria e Covas
A gestão da pandemia já opõe o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB) e o governador João Doria (PSDB). Doria considerou precipitado o anúncio da Prefeitura de antecipar feriados na capital. O governador afirmou que alertou a Prefeitura de que “uma medida como essa deveria ser discutida previamente com governo estadual e prefeitos da […]
20/03/2021 10h27, Atualizado há 688 meses
A gestão da pandemia já opõe o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB) e o governador João Doria (PSDB). Doria considerou precipitado o anúncio da Prefeitura de antecipar feriados na capital.
O governador afirmou que alertou a Prefeitura de que “uma medida como essa deveria ser discutida previamente com governo estadual e prefeitos da região metropolitana e do litoral”. “Cria preocupação, principalmente da Baixada Santista, litoral norte e litoral sul em relação ao volume de pessoas que poderiam se dirigir a essas cidades. Infelizmente, a decisão do prefeito (Covas) foi anunciar sem esse entendimento prévio. Recebemos várias manifestações. O centro de contingência agora avalia medidas.”
Presente na coletiva realizada nesta sexta-feira (19), o prefeito de Santos, Rogério Santos (PSDB), pediu para que as pessoas de outras regiões não se desloquem à cidade e ainda anunciou o fechamento do calçadão e da praia. O governo também suspendeu a Operação Descida no Sistema Anchieta-Imigrantes.
Em resposta, o prefeito Bruno Covas, que se encontra no Hospital Sírio-Libanês para mais uma sessão de quimioterapia, disse nesta sexta-feira que falta senso de urgência. “Aqui na Prefeitura tem menos falação, foco no trabalho e colaboração. Faço o máximo que posso para defender o povo da minha cidade. Sempre aberto a colaborar com outras cidades e com o governo do Estado. Mas cada um precisa assumir suas responsabilidades”, afirmou.
Ainda ontem, Jean Gorinchteyn, secretário estadual da Saúde, admitiu a possibilidade de ter entre 750 e 800 mortes por dia no Estado, caso a população também não colabore para aumentar o isolamento social. “Essa projeção é possível, uma vez que, por mais que estejamos aumentando o número de leitos e assistência a vida, se não houver o apoio das pessoas no sentido de evitar sua circulação – e essa fase emergencial visa a exatamente diminuir a mobilidade das pessoas. É óbvio que, juntamente com as pessoas que circulam, circula com elas o vírus. Com isso, mais pessoas ficam doentes e acabam indo de forma até grave para as unidades de saúde. É importante lembrar que é uma doença grave e 40% dessas pessoas, infelizmente, morrem nas unidades de terapia intensiva.”
Vacinação no Estado
Ainda ontem o governo de São Paulo antecipou a vacinação de idosos entre 69 e 71 anos, que teria início no dia 29. Agora, a imunização começará no dia 27.