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Em SP, tucanos próximos de Alckmin aderem a Leite

A menos de um mês da votação das prévias presidenciais do PSDB, a disputa se afunila em meio a um clima de troca de acusações e traições. Embora o grupo do governador João Doria controle o diretório do PSDB de São Paulo, nesta segunda-feira foram anunciadas defecções em sua base de apoio e o diretório […]

Por O Diário
26/10/2021 11h44, Atualizado há 688 meses

A menos de um mês da votação das prévias presidenciais do PSDB, a disputa se afunila em meio a um clima de troca de acusações e traições. Embora o grupo do governador João Doria controle o diretório do PSDB de São Paulo, nesta segunda-feira foram anunciadas defecções em sua base de apoio e o diretório municipal de São José dos Campos, no Vale do Paraíba, decidiu apoiar o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.  

São José dos Campos é praticamente vizinha de Pindamonhangaba, berço e área de influência política do ex-governador Geraldo Alckmin, desafeto de Doria e hoje um dos incentivadores da campanha de Leite em São Paulo. Isolado por Doria após a filiação de seu vice-Rodrigo Garcia no PSDB, Alckmin deve sair do partido para concorrer ao governo estadual. 
O prefeito de São José dos Campos, Felício Ramuth, disse ao Globo que a escolha de Leite não está relacionada a Alckmin e a sua eventual candidatura. O mandatário reconhece sua proximidade com o ex-governador, mas também faz elogios a Doria, que, em suas palavras, faz uma gestão de qualidade e com grandes projetos na região. 
— Temos três bons candidatos nas prévias. Optamos pelo Leite porque entendemos que tem mais capacidade de ganhar eleição. Achamos também que um bom presidente precisa ser um bom gestor e um bom político — afirma Ramuth. — O Doria está no cargo há dois anos e meio e a gente teve várias oportunidades de estarmos juntos, mas sem essa proximidade que foi forjada com Geraldo ao longo de muitos anos — concluiu o prefeito.
Nas últimas semanas, outros tucanos ligados a Alckmin também já tinham aderido a Leite. Entre eles, estão o prefeito de Santo André, Paulo André, o terceiro vice-presidente estadual, Evandro Losacco, e o vereador Xexéu Tripoli, então líder da bancada do partido na Câmara dos Vereadores da capital. Completam a lista os ex-presidentes do diretório Pedro Tobias e Antonio Pannunzio.
Desde que o PSDB decidiu optar pelo formato de prévias para a escolha de seu candidato a presidente da República em 2022,  Doria é considerado favorito. O motivo mais evidente é o peso do estado de São Paulo no colégio eleitoral tucano, o equivalente a 25%. Mas não só. O paulista tem como ativo político a vacina Coronavac contra a Covid-19. A imunização bem sucedida permitiu a reabertura e retomada da economia de São Paulo num patamar acima do país. 
Outro ponto é que embora Leite tenha como vitrine as reformas administrativa e da previdência em sua gestão no governo gaúcho, o paulista também tomou medidas semelhantes, incluindo cortes de despesas e tem hoje um caixa com uma capacidade de investimento de R$ 22 bilhões só para este ano. Com base nisso, o governo tem investido fortemente em programas sociais como Vale Gás, benefícios para aqueles que perderam familiares na pandemia e emmedidas como distribuição de absorventes em escolas. O entorno de Doria, acredita que esse conjunto de medidas deve permitir com que Doria possa se cacifar para ser o representante da terceira via.

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