Doria e Temer criticam proposta de Bolsonaro para o novo Bolsa Família
Além de derrubar a Bolsa de Valores e levar a alta do dólar, a proposta do ministro Paulo Guedes de pagar parte do Auxílio Brasil fora do teto de gastos também repercutiu negativamente no cenário político. O ex-presidente Michel Temer (MDB) e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), engrossaram o coro das críticas […]
21/10/2021 19h18, Atualizado há 688 meses
Além de derrubar a Bolsa de Valores e levar a alta do dólar, a proposta do ministro Paulo Guedes de pagar parte do Auxílio Brasil fora do teto de gastos também repercutiu negativamente no cenário político. O ex-presidente Michel Temer (MDB) e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), engrossaram o coro das críticas contra a medida.
Temer demonstrou preocupação com o impacto da decisão para investidores estrangeiros. O teto de gastos foi adotado durante a gestão de emedebista na Presidência da República.
— Porque lá fora as pessoas que tem trilhões de dólares para investir em atividade produtiva em um país onde haja segurança jurídica, eles estão olhando como nos comportamos fiscalmente. Se você derrubar o teto, isso vai ter uma repercussão negativa lá fora — afirmou o ex-presidente.
Já o governador de São Paulo, que disputa prévias no partido para concorrer à Presidência da República, disse que um economista responsável não pode defender furar teto:
— Furar teto é crime de responsabilidade. Crime de responsabilidade que levou ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Como pode alguém defender a ruptura de teto? Economize o dinheiro. Faça as reformas para ter dinheiro para o auxilio emergencial. Para fazer aquilo que não foi feito em dois anos e meio de governo: proteção aos mais pobres, geração de empregos aos mais vulneráveis — afirma Doria, que continua:
— E não furar teto. Sou absolutamente contrário a isso. E duvido que um economista responsável possa defender furar teto. Isso é falta de responsabilidade e é crime.
Em suas redes sociais, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB) também entrou no debate: “Há dinheiro sem furar (o teto de gastos), basta rever prioridades para gastar menos com privilegiados e mais com os brasileiros que precisam. Acontece que ter teto de gastos incomoda porque obriga o gestor público a fazer escolhas”, escreveu o gaúcho em seu Twitter.