Diário Logo

Encontre o que você procura!

Digite o que procura e explore entre todas nossas notícias.

NULL NULL

Doria diz que governo é ‘refém do Congresso’

Candidato nas prévias presidenciais do PSDB, o governador João Doria afirmou nesta terça-feira que, caso seja eleito, pretende acabar com as chamadas “emendas do relator” no Congresso Nacional. Doria participou do primeiro debate entre os pré-candidatos do PSDB com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e o ex-prefeito Arthur Virgílio, promovido nesta […]

Por O Diário
19/10/2021 14h57, Atualizado há 688 meses

Candidato nas prévias presidenciais do PSDB, o governador João Doria afirmou nesta terça-feira que, caso seja eleito, pretende acabar com as chamadas “emendas do relator” no Congresso Nacional. Doria participou do primeiro debate entre os pré-candidatos do PSDB com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e o ex-prefeito Arthur Virgílio, promovido nesta terça-feira pelos jornais o Globo e Valor.

O mecanismo das emendas deflagrou uma crise em torno do Orçamento de 2021 e escancarou o superpoder que o relator-geral da proposta orçamentária tem desde o ano passado. Sozinho, o relator do Orçamento de 2021, o senador Márcio Bittar (MDB-PE), indicou R$ 29 bilhões em emendas — recursos que agora estão na mira do Ministério da Economia.
Doria disse ainda que o atual governo é “refém do Congresso” e defendeu a independência dos três Poderes.

— Quem manda no Orçamento do governo é o presidente da Câmara. E a gente nunca fez isso na história política do Brasil, exceto agora no governo Bolsonaro — disse Doria durante debate das primárias tucanas organizado pelos jornais GLOBO e Valor.

A gestão de Doria em São Paulo, no entanto, é alvo de questionamentos de opositores pelo pagamento de cerca de R$ 1 bilhão em “emendas voluntárias”, sem que os detalhes fossem publicados no portal de transparência. A modalidade de pagamento não é a mesma das emendas impositivas.

Questionado por que o desenvolvimento da Coronavac não reverteu em popularidade nas pesquisas, Doria disse que a população ainda não está voltada para as eleições do ano que vem. De acordo com o governador, “as pessoas vão sentir o esforço que São Paulo” fez durante a pandemia.  

— Exatamente por esse enfrentamento, que não foi só meu, mas de outros governadores, mas especialmente São Paulo, que foi o primeiro governo a fazer o enfrentamento ao negacionismo de Bolsonaro. Eu tomei a frente, mesmo sabendo que poderia implicar em perda de popularidade. São Paulo foi o primeiro a decretar quarentena, uso de máscara e trouxe a vacina, que brigou pela vacina, que entrou no STF para garantir que ela pudesse ser aplicada e foi, em janeiro, contrariando o ministro Eduardo Pazuello, que pretendia vacinar em abril. E acrescentou:

— As pessoas vão sentir que o esforço que fizemos foi para salvar vidas, empregos, oportunidades e renda. As eleições ainda não estão no coração dos brasileiros. A parir do ano que vem, aí sim. 

 

Sem vender a alma
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, procurou justificar nesta terça-feira o seu voto no presidente Jair Bolsonaro no segundo turno das eleições de 2018. A declaração foi feita em resposta ao ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio durante o debate das prévias presidenciais do PSDB.

Além de Leite, Doria também contou com o apoio do presidente Bolsonaro na eleição passada e criou o slogan “Bolsodoria”. Depois de eleito, porém, assim como o governador do RS, o paulista rompeu com o presidente e se tornou um dos seus principais opositores na política.

Virgílio foi duro com o governador do Rio Grande do Sul ao afirmar que ele não deveria ter se aliado com Bolsonaro e que deveria, então, “ter perdido como um verdadeiro tucano”.

Leite, por sua vez, rebateu o correligionário afirmando que não se aliou ao então presidenciável e que apenas declarou seu voto. Ainda assim, o candidato reconheceu que foi um erro. 

— Não vendo a alma pra ganhar a eleição a qualquer custo — afirmou o governador. O gaúcho criticou o PT, que disputava a Presidência contra o ex-capitão do Exército.

— Eu fiz uma única declaração de voto e marquei as diferenças que tenho com Bolsonaro — afirmou Leite, que frisou não concordar com a forma que o presidente trata algumas pessoas – O outro caminho era o PT, que tinha quebrado o país. 

Em resposta a Leite, Virgílio afirmou que no segundo turno havia votado no ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, candidato petista na disputa. Já no primeiro turno, disse que votou no ex-ministro Henrique Meirelles.
Em outro momento, em pergunta direcionada a Leite, a colunista do GLOBO Míriam Leitão cita que, ao justificar o apoio ao então candidato Bolsonaro, em 2018, o tucano usou como justificativa o desastre econômico dos anos petistas. E relembrou que já eram públicos os ataques de Bolsonaro a democracia, a defesa de tortura. O governador do Rio Grande do Sul diz que foi um erro apoiar Bolsonaro e que não repetirá o voto no próximo ano. 

— É importante discutir ideologia, gestão, mas o povo não come gestão, e ideologia não bota comida na mesa e vai resolver problemas reais da população. É muito fácil pra nós que temos a vida resolvida ficar discutindo a democracia e ignorar que milhões de pessoas deixam de comer. Não estou defendendo que se ignore o debate sobre a democracia. Tive que escolher entre um plebiscito. Ninguém duvida do meu voto em Alckmin, mas no segundo turno tivemos que escolher entre dois caminhos. Eu apostava que no caminho do Bolsonaro as instituições freariam, como estão freando, embora os ataques aconteçam.

No bloco seguinte, o editor de política do Valor, Cesar Felício, questionou Leite se o apoio do deputado federal Aécio Neves (MG), investigado por suspeitas de corrupção, o constrange ou se o mineiro está sendo injustiçado. O governador do Rio Grande do Sul aproveitou a pergunta para alfinetar o adversário nas prévias, Joao Doria e disse que, em sua trajetória, “cumpriu todo o mandato” e nunca traiu aliados.

— Eu recebo o apoio não só do Aécio Neves, mas pelo diretório de Minas Gerais. O que posso destacar é que posso ser julgado pela minha própria trajetória, como vereador, prefeito e governador, sem ataque de corrupção, cumprindo meus mandatos na integralidade, sem trair aliados e sem qualquer tipo de dúvida sobre a minha conduta — diz Leite.

Leite foi questionando se, caso não seja candidato à Presidência pelo PSDB, ele tentaria a reeleição ao governo do Rio Grande do Sul. Em outras ocasiões, o governador já havia afirmado que não tentaria se manter no cargo. Leite voltou a afirmar isso no debate, alegando que não tentar a reeleição também melhorou a articulação com o Legislativo do seu estado. 

— O nosso modelo político é um ambiente de pouca colaboração se o eventual candidato é o governante ao cargo. Não ser candidato a reeleição criou um ambiente de maior colaboração com a Assembleia Legislativa — afirmou Leite, que disse que enfrentou temas sensíveis com o assembleia, mas que foi superado pelo entendimento de outros partidos de que haveria benefícios para eles caso concorressem e ganhassem a eleição.

Leite também afirmou que, além de não ser candidato a reeleição, ele quer abrir um debate no país para propor o fim da reeleição.

Mais noticias

Agosto Azul e Vermelho: 7 cuidados que toda mulher deve ter após os 40 anos

14 livros para expandir seu repertório em agosto

Para que serve o capim-santo: 5 benefícios da planta para a saúde

Veja Também