Burger King é condenada a indenizar funcionária que foi considerada ‘gorda e feia’ pela gerente
A rede de fast-food Burger King foi condenada a pagar indenização por dano moral no valor de R$ 8,5 mil, cinco vezes superior a sua última remuneração de uma funcionária removida do cargo por sua aparência. A decisão foi confirmada pela 5ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região, em São Paulo, […]
10/03/2022 14h32, Atualizado há 689 meses
A rede de fast-food Burger King foi condenada a pagar indenização por dano moral no valor de R$ 8,5 mil, cinco vezes superior a sua última remuneração de uma funcionária removida do cargo por sua aparência. A decisão foi confirmada pela 5ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região, em São Paulo, conforme nota divulgada nesta quinta-feira.
Segundo a autora da ação, a gerente na unidade onde ela trabalhava tinha lhe comunicado que deixaria de ser supervisora de vendas por ser “gorda e feia”, contrariando o padrão de ser “magra, bonita e maquiada”.
As alegações da profissional foram comprovadas por duas testemunhas. Ambas confirmaram as falas da gerente e a prática discriminatória do restaurante, relatando, ainda, que a mulher foi substituída por uma pessoa “alinhada aos padrões estéticos desejados pela gerência”.
A defesa da empresa afirmou que não havia hierarquia entre o cargo de supervisora operacional, ao qual a empregada foi deslocada, e seu cargo original. No entanto, as provas testemunhais mostraram que a posição retirada proporciona acesso mais rápido a outras funções.
A companhia foi condenada, ainda, a pagar adicional de insalubridade pela circulação dela em câmaras frias e horas extras.