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Bolsonaro lamenta as 500 mil mortes por Covid. Após 2 dias

Dois dias depois de o País superar a marca de 500 mil mortes por Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse nesta segunda-feira, 21, que lamenta o fato, assim como qualquer óbito pela doença.  Em conversa com jornalistas, em Guaratinguetá (SP), Bolsonaro, no entanto, voltou a defender remédios do chamado tratamento precoce, cuja eficácia […]

Por O Diário
21/06/2021 19h19, Atualizado há 688 meses

Dois dias depois de o País superar a marca de 500 mil mortes por Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse nesta segunda-feira, 21, que lamenta o fato, assim como qualquer óbito pela doença. 

Em conversa com jornalistas, em Guaratinguetá (SP), Bolsonaro, no entanto, voltou a defender remédios do chamado tratamento precoce, cuja eficácia não têm comprovação científica. “É a primeira vez na história que se busca atender as pessoas depois que estão hospitalizadas”.

Bolsonaro defendeu a autonomia dos profissionais da saúde para indicarem o tratamento que considerarem adequado aos pacientes. “Eu defendo a liberdade do médico poder tratar o paciente como quiser, e assim entende o Conselho Federal de Medicina”, afirmou
O presidente voltou a mencionar um suposto documento do Tribunal de Contas da União (TCU) no qual, segundo ele, havia indícios da prática de supernotificação de mortes por Covid-19 por parte de governos estaduais. O órgão desmentiu e garantiu que não apontou irregularidades por parte de gestões locais.

Ataques

O presidente Jair Bolsonaro atacou jornalistas, tirou, em uma entrevista, a máscara de uso obrigatório para evitar a transmissão contra Covid-19 e afirmou que cuida da sua própria vida. 

Em Guaratinguetá (SP), após evento na Aeronáutica nesta segunda, 21, o presidente até iniciou a entrevista com o acessório, mas defendeu novamente o uso facultativo antes de retirá-lo para iniciar a série de ataques aos profissionais de imprensa. 

“Eu chego como eu quiser onde eu quiser, está certo? Eu cuido da minha vida. Se você não quiser usar máscara, você não use”, disse “Estou sem máscara em Guaratinguetá. Está feliz agora?”, perguntou assim que retirou o objeto do rosto. 

Perguntado inicialmente sobre multa aplicada a ele pelo governo paulista pelo comparecimento a um passeio com motociclistas, dia 12 de junho, o presidente se irritou e pediu que fizessem “perguntas decentes”. Após outra indagação, sobre Santas Casas, Bolsonaro insultou uma profissional, da TV Vanguarda, afiliada da Rede Globo. 

“Cale a boca, vocês são uns canalhas. Vocês fazem um jornalismo canalha, que não ajuda em nada. Vocês destroem a família brasileira, destroem a religião brasileira, vocês não prestam”, disse à jornalista após questionar de qual veículo ela era.
Na avaliação de Bolsonaro, o tratamento precoce contra Covid-19 é responsável pela redução do número de mortes. “Salvou a minha vida e de mais 200 pessoas do meu prédio”, afirmou.

Militares

O presidente Jair Bolsonaro voltou a exaltar, em um breve discurso durante solenidade de graduação de sargentos na Escola de Especialistas de Aeronáutica, em Guaratinguetá (SP), a defesa das Forças Armadas. O presidente repetiu que militares devem defender as cores “verde a amarela” da bandeira brasileira e garantir a liberdade e o cumprimento da Constituição. 
“Vejo aqui uma garotada que agora se espalha pelos quatro cantos do Brasil para levar patriotismo, dedicação e as cores da nossa bandeira verde e amarela, que são as cores que nos dão um norte”, disse o presidente aos formandos. 
Após a cerimônia, Bolsonaro retornou a Brasília, onde teria reunião com o subchefe para Assuntos Jurídicos da Secretaria-Geral da Presidência, Pedro Cesar Sousa.

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