Aumento de casos de Covid-19 na Europa preocupa, mas Brasil vai bem, diz Campos
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse nesta sexta-feira que o aumento de casos de Covid-19 na Europa preocupa. Ele afirmou também que os mercados globais estão “sentindo bastante” a nova variante do vírus identificada na África do Sul. — Obviamente a gente tem essa preocupação com o que pode acontecer na Europa […]
26/11/2021 16h32, Atualizado há 689 meses
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse nesta sexta-feira que o aumento de casos de Covid-19 na Europa preocupa. Ele afirmou também que os mercados globais estão “sentindo bastante” a nova variante do vírus identificada na África do Sul.
— Obviamente a gente tem essa preocupação com o que pode acontecer na Europa e qual vai ser o impacto disso, mas acho que a vacinação tem sido um sucesso no Brasil — disse Campos Neto, em evento virtual do setor da construção civil.
O chefe do BC ressaltou, por outro lado, que a vacinação no Brasil está bastante avançada, acima de países desenvolvidos.
— O Brasil está indo muito bem, com a vacinação avançada, mas a gente começou a ter uma piora na Europa. Hoje os mercados estão sentindo bastante essa nova variante supostamente mais presente na África do Sul, parece que foi identificado um caso na Bélgica hoje. Os mercados estão sofrendo bastante — disse Campos Neto.
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, recua mais de 3% e chegou a cair 4% nas primeiras horas do pregão.
O comportamento dos investidores é semelhante ao que foi visto no início da pandemia, em março do ano passado. Eles saem de ativos de maior risco, como ações, e buscam posições mais seguras, como títulos da dívida e moedas de economias mais fortes.
— O relevante localmente é que o Brasil está indo bem. Obviamente o que a gente quer é que o mundo consiga se livrar do Covid. O Brasil tem uma rejeição à vacina muito baixa, tem avançado bastante na vacinação. A vacinação no Brasil passou diversos países de primeiro mundo — disse.
O presidente do Banco Central também lembrou a fabricação de antivirais contra a Covid.
— Algumas pessoas acham que daqui para frente os antivirais vão ficar populares e isso vai ter um efeito também na forma como as pessoas olham a vacinação. O fato é que vamos ter um arsenal maior de medicamentos contra a Covid — disse.