Polícia cumpre mandados para desarticular quadrilha de falsos corretores em Itaquá
Ação resultou na execução de 12 mandados de busca e apreensão; agentes apreenderam materiais como documentos imobiliários, entre outros
19/03/2024 20h19, Atualizado há 28 meses
Ação foi conduzida pela Polícia Civil de São Paulo | Divulgação - SSP.
A Polícia Civil de São Paulo cumpriu mandados de busca e apreensão nesta terça-feira (19/03), em Itaquaquecetuba. A ação é parte de uma operação para desarticular uma quadrilha de falsos corretores que vendia imóveis sem autorização dos proprietários. No total foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão.
Policiais civis do Núcleo Especializado em Roubo de Cargas de Guarulhos cumpriram os mandados na capital paulista e em Itaquaquecetuba, Guarulhos e Jacareí. Segundo a polícia, durante a ação os agentes apreenderam materiais como computadores, celulares, máquinas de cartões e documentos imobiliários.
Ainda de acordo com a polícia, as investigações começaram no fim do ano passado. Os acusados se passavam por falsos corretores para enganar as vítimas e vender os imóveis sem autorização dos donos.
“Tudo era iniciado em uma imobiliária montada por um dos investigados e eles a princípio ofereciam o serviço de imobiliária mesmo de aluguel de imóveis. Quando eles conseguiam alugar, eles alegavam para a primeira vítima que o inquilino não havia pago e pediam procuração para entrar com ação. Aí era o ponto alto do golpe. Com a procuração eles vendiam esse imóvel sem o consentimento do proprietário para um terceiro de boa fé também vítima”, explica a delegada Áurea Albanez.
Segundo a delegada, alguns suspeitos serão ouvidos. As dez vítimas já foram identificadas, mas a polícia aponta que o número que pode ser ainda maior. As investigações vão continuar.
“Nós temos quatro suspeitos, três estão aqui com a gente. Na verdade são investigados e não são suspeitos. Onde eles serão indiciados. E um deles fugiu. Fugiu porque ele realmente passou um imóvel que não era dele e parece que a vítima ficou muito brava e ele está com medo de represálias. Nós vamos continuar a investigação, levantando outras vítimas e tendo maiores detalhes desse inquérito policial”, concluiu a delegada.