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Empresa Meta abandona verificação de fatos e adota “Notas da Comunidade” como estratégia

Segundo Mark Zuckerberg, os verificadores de fatos têm se mostrado politicamente tendenciosos

Por Vitor Gianluca
07/01/2025 16h19, Atualizado há 15 meses

Empresa Meta abandona verificação de fatos e adota "Notas da Comunidade" como estratégia | Reprodução/Redes Sociais.

Nesta terça-feira (7), a empresa Meta, dona de Facebook, Instagram e WhatsApp, anunciou uma mudança significativa na política de combate à desinformação, por meio de um vídeo publicado pelo presidente-executivo Mark Zuckerberg. A empresa irá substituir o programa de verificação de fatos por um sistema denominado “Notas da Comunidade”, inspirado no modelo já utilizado pela plataforma X (antigo Twitter), de Elon Musk.

O anúncio foi feito pelo presidente-executivo em uma publicação no Instagram. “Vamos nos livrar dos verificadores de fatos e substituí-los por Notas da Comunidade, semelhantes ao X, começando nos EUA”, declarou Zuckerberg. Ele afirmou que a mudança busca reduzir a remoção acidental de postagens e contas legítimas, ainda que implique em uma identificação menor de conteúdos problemáticos.

Segundo Zuckerberg, os verificadores de fatos têm se mostrado politicamente tendenciosos, o que, em sua visão, prejudicou a confiança dos usuários na plataforma. “Eles destruíram mais confiança do que criaram”, afirmou.

A decisão gerou reações diversas, incluindo um comentário do secretário de Políticas Digitais da Secretaria de Comunicação Social (Secom), João Brant, que interpretou uma declaração de Zuckerberg sobre “tribunais secretos” como uma referência ao Supremo Tribunal Federal brasileiro.

O que são “Notas de Comunidade”?

As “Notas da Comunidade” permitem que os próprios usuários identifiquem e corrijam informações potencialmente enganosas, funcionando como uma espécie de moderação colaborativa. A Meta planeja lançar o recurso inicialmente nos Estados Unidos, expandindo posteriormente para outros mercados.

A medida reflete uma mudança no modelo de governança de conteúdo, buscando equilibrar a liberdade de expressão com a moderação responsável. No entanto, críticos apontam que a transição pode abrir brechas para a circulação de desinformação, especialmente se o novo sistema falhar em oferecer verificações eficazes e imparciais.

A Meta contava com parceiros para realizar a verificação de fatos (“fact checking”) para auxiliar na moderação de postagens, além de uma equipe interna dedicada a essa função. Agora, em casos de conteúdos considerados pela empresa como de “menor gravidade”, os próprios usuários poderão adicionar correções aos posts, como complemento ao conteúdo.

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