O nosso Brasil real
O desafio do Governo é controlar seus gastos, porque a folha de pagamento dos servidores e os benefícios com a Previdência Social são enormes
22/06/2024 11h15, Atualizado há 22 meses
Brasil | Pixabay

O título do artigo não é exatamente uma novidade, mas desperta a sociedade para o que é utopia no Poder Público e o que é realidade. Exemplo disso é o Sistema Único de Saúde – SUS, que no seu desenho organizacional é perfeito, mas as demandas da sociedade na área são tão grandes que as filas de atendimento mostram o contrário, que há deficiências e pelo país todo existem muitos equipamentos de saúde em condições precárias.
Assim também é na área econômica, quando desejamos que o Governo Federal faça sua arrecadação e distribua o atendimento necessário para a população nas várias áreas, como segurança, transporte, educação, etc., e isso não acontece.
Este ano o Plano Real lançado para combater a inflação completa 30 anos. Trouxe uma nova moeda e promoveu mudanças para a economia melhorar, após terem sido lançados antes de 1994 planos econômicos que não deram certo, como o Plano Cruzado, Bresser, Verão e Collor.
O brasileiro gastava seu salário pagando a conta do supermercado cada vez maior, com aumentos diários e uma economia sufocada. A alta dos preços derrotava os reajustes salariais e a inflação estava disparada.
O cenário mudou, o Plano Real venceu o desafio da época, mas nossa moeda, o real, precisa de estabilidade. Na comparação com o dólar atualmente, podemos dizer que a economia só se sustentará se as contas públicas também forem controladas.
O grande desafio do Governo Federal é controlar seus gastos, porque a folha de pagamento dos servidores e os benefícios com a Previdência Social são enormes, assim, é preciso coragem para fazer uma reforma administrativa, entre outras.
Não podemos é, a cada escorregada do Governo, ter uma nova obrigação, como a chamada DIRBI (Declaração de Incentivos, Renúncias, Benefícios e Imunidades), recém criada pela Receita Federal para controlar as empresas trazendo trabalho aos contabilistas e empresários para cobrir sua incompetência tributária e de gastos.
Esse tipo de atitude, de jogar para os ombros do brasileiro mais responsabilidade é o que podemos dizer ser o Brasil real, onde a máquina pública só serve para intenções políticas e não para desburocratizar e fomentar o crescimento econômico. Como ocorreu lá atrás com o Plano Real, é preciso uma guinada corajosa para conter gastos do Governo e parar de avançar sobre quem empreende, é preciso um “plano real” de gestão.
“O Governo Federal na sua incompetência de gestão cria nova obrigação”