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+872 empregos: comércio de Mogi contratou mais do que demitiu em 2021

Ao contrário de 2020, quando saldo foi negativo, setor assinou 9,1 mil carteiras de trabalho e demitiu 8,2 mil pessoas de janeiro a novembro

Por O Diário
02/01/2022 07h57, Atualizado há 25 meses

Para atender o consumidor no final do ano, comerciantes abriram vagas de emprego | Foto/Pixabay

Os registros do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) mostraram que o comércio mogiano terminou 2021 com saldo positivo de 872 empregos. De janeiro a novembro, o setor gerou 9.108 postos de trabalho enquanto outras 8.236 pessoas foram dispensadas. O balanço reflete início da retomada econômica, quando se olha para 2020, quando o saldo foi negativo e a movimentação de carteiras assinadas também foi menor.

A evolução do ano será melhor confirmada em janeiro, quando são divulgados os dados de dezembro, que foi marcado pela criação de postos temporários na cidade.

Para a Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC), o avanço da vacinação foi o fator decisivo para os resultados alcançados ao longo do ano. No entanto, mesmo com o aumento das vendas registrado nas principais datas do varejo, o índice ainda está abaixo dos níveis pré-pandemia.
Para 2022, a direção da entidade espera um crescimento mais consistente e contínuo, mas ressalta que é necessário suporte por parte dos governos para que os empreendedores possam superar o período e voltarem a crescer.  
Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ao longo de 2021, o setor registrou apenas três saldos negativos de emprego, nos quais em janeiro, março e abril, primeiro semestre que enfrentou as restrições mais severas geradas pela pandemia.

Os números do Caged dos demais setores em Mogi  das Cruzes e do Alto Tietê também foram positivos: o saldo ainda foi timido, mas garante alento (veja reportagem).

Mesmo com o crescimento que, ao primeiro momento pode parecer tímido, o número é muito diferente do registrado no ano passado, quando nos primeiros onze meses, 7.124 pessoas foram contratadas, mas outras 7.403 perderam seus empregos, o que gerou um saldo negativo de 279 postos de trabalho. Em 2020, foram registradas mais demissões que contratações em cinco dos onze meses analisados.
A presidente da ACMC, Fádua Sleiman analisa que o crescimento das vendas começou a ser sentido de forma mais contundente a partir de abril, quando as regras do Plano São Paulo começaram a ser flexibilizadas. No entanto, ela lembra que mesmo com os bons resultados, os índices ainda estão abaixo de 2019. “Para o Natal, que é a melhor época para o comércio, projetamos uma alta de até 8%, mas esse percentual é 2% menor do que o registrado em 2019”, exemplifica.

Um ano melhor

Fádua afirma que as expectativas para 2022 são positivas, mas as projeções têm que ser feitas com cautela. Em decorrência do avanço da vacinação, outras atividades econômicas começaram a ser retomadas, o que aumenta o nível de emprego e consequentemente, o poder de compra.

“Ainda estamos na pandemia, enfrentamos uma nova variante que ainda não temos a dimensão de seu alcance, o que acende um sinal de alerta”, observa.Para a presidente é preciso um esforço conjunto entre os poderes públicos para auxiliar a retomada do comércio. “É necessário criar mecanismos para auxiliar o empreendedor que conseguiu manter as portas abertas durante o período mais crítico da pandemia, mas que hoje acumula dívidas e prejuízos. Essa é a luta da Associação Comercial de Mogi desde o início, flexibilizar pagamentos, reduzir os juros, anistiar tributos e criar linhas de crédito”, reforça.
 

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