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Professora Luci Bonini assumirá a presidência da Amhal

Buscar parcerias com organizações, instituições educacionais e gestão pública para abrir a possibilidade de oferecer oportunidades de trabalhar a educação patrimonial, principalmente com a educação básica na cidade, é uma das principais metas da nova gestão da Associação Mogicruzense de História, Artes e Letras (Amhal), que passará ao comando da educadora Luci Mendes de Melo […]

Por O Diário
17/04/2021 11h13, Atualizado há 688 meses

Buscar parcerias com organizações, instituições educacionais e gestão pública para abrir a possibilidade de oferecer oportunidades de trabalhar a educação patrimonial, principalmente com a educação básica na cidade, é uma das principais metas da nova gestão da Associação Mogicruzense de História, Artes e Letras (Amhal), que passará ao comando da educadora Luci Mendes de Melo Bonini.

Devido à pandemia de Covid-19, a doutora em Comunicação e Semiótica, pesquisadora da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) e docente da Faculdade de Tecnologia (Fatec) da cidade assumirá a presidência do grupo em posse online, que dever ser agendada nas próximas semanas, para o mandato de dois anos, com direito à recondução ao cargo.

Catalogar, analisar, descrever e divulgar a história e a cultura de Mogi das Cruzes, tanto os patrimônios culturais materiais, como os patrimônios imateriais, e ainda mestres, artistas e pessoas que estão ou estiveram de alguma forma engajadas nas questões culturais também permanecerão no foco da academia.
“A Amhal tem suas metas e planos bem delineados e espero poder dar continuidade. Estou muito feliz de encarar um desafio novo na minha vida e esse sentimento me motiva a continuar o que já tínhamos como metas anteriores”, diz a educadora.

Ela acredita que os desafios que terá pela frente se esboçam no desenrolar das tarefas que pretende implantar, como a abertura do grupo a novos integrantes. 

“Quando falo em catalogar, analisar, descrever e divulgar, falo em ter um corpo de pessoas interessadas em ir a campo buscar as informações. Neste sentido quero continuar a abertura para novos membros. Entendo que é muito importante que mais mogianos estejam alinhados com nossos objetivos”, destaca Luci.
Ainda nos planos para tornar a Amhal um instrumento formador de cultura em favor da cidade, a educadora detaca a importância do alinhamento com a Base Nacional Curricular Comum (BNCC), que foca no uso das artes, linguagens verbais, visuais e sincréticas para desenvolvimento de competências e habilidades a fim de proporcionar a compreensão e o respeito às artes e à memória individual ou coletiva. 

“Penso em parcerias para uma educação não-formal mediada pelas tecnologias. Esta seria uma ideia, mas também penso em parcerias para o registro de questões históricas, e uma delas seria com o jornal O Diário, para que pudéssemos levantar certos momentos históricos da cidade, afinal são mais de 60 anos de registros. É muita coisa que se pode aproveitar”, enfatiza Luci.

Há ainda, de acordo com o planejamento de trabalho preparado pela profissional, a proposta de convocar a população para disponibilizar seus registros históricos e pertences, que atravessaram gerações.
“Muitas pessoas devem ter fotos, utensílios, móveis, imagens de santos, esculturas e quadros que contam uma história. Isso seria interessante para ser registrado”, aponta a educadora.

A ideia é, ainda, buscar parcerias para publicações, seja em suporte digital ou papel. “Temos nosso livro que deve estar em breve nas livrarias, mas queremos mais ainda. Queremos ir além com as publicações e continuar com os concursos literários. É muito bom despertar novos talentos”, considera.

Uma das aliadas neste processo será a tecnologia. “Vamos empreender mais esforços para utilizar mais as redes sociais no sentido de divulgar nosso trabalho”, revela Luci.

Amhal homenageia 32 patronos da cidade

Criada em 2016, a Academia Mogicruzense de História, Artes e Letras (Amhal) é formada por 18 acadêmicos que ocupam as cadeiras de 32 patronos. Nos últimos dois anos, o grupo perdeu dois de seus ícones. O professor e historiador Jurandyr Ferraz de Campos, que ocupava a cadeira 28, do patrono frei Thimoteo Van der Broek, morreu em outubro de 2019. Já o expedicionário Miled Cury Andere, que era patrono oficial da Amhal, faleceu em janeiro de 2021.

A nova presidente, Luci Mendes de Melo Bonini, destaca que não se fala em substituição deste nomes porque são processos diferenciados o que se vive numa academia. “Temos aqui dois ícones da cidade. Tenho um profundo respeito por ambos, pois convivi com eles na minha trajetória como professora e por um pouco tempo na Amhal. O professor Jurandyr era um de nossos confrades, é aquele que deixa sua marca indelével nos registros históricos da cidade, que ele escolheu para viver e registrar de modo tão cristalino e verdadeiro o que ele viu e viveu. O professor Miled era nosso patrono, uma pessoa fabulosa que viveu Mogi intensamente, em todos os sentidos: como professor, homem envolvido com a Festa do Divino e voluntário em várias ações sociais. O professor Miled era acolhedor. Suas experiências de vida, que eram muitas, o fizeram um homem acolhedor. Será nosso patrono para sempre”, explica a educadora.

Idealizada pelos professores Glauco Ricciele Ribeiro – atual presidente – e Vera Lucia Meira Magalhães, a Amhal teve a primeira reunião de planejamento na Câmara de Mogi, em 5 de março de 2016. Após seis meses de discussões para elaboração do grupu, a fundação oficial ocorreu em 1º de setembro de 2016, na Ordem Terceira do Carmo.

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