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Mogiana, Valéria Custódio canta os primeiros singles de uma nova fase

Três anos após o lançamento, o disco ‘Púrpura’, de Valéria Custódio, ainda segue firme e forte, inclusive com um documentário no currículo. Mas este é o momento, segundo a cantora mogiana, de iniciar uma nova fase. Em show neste sábado (16) – o primeiro presencial em quase dois anos de pandemia – ela apresenta singles […]

Por O Diário
16/10/2021 07h59, Atualizado há 688 meses

Três anos após o lançamento, o disco ‘Púrpura’, de Valéria Custódio, ainda segue firme e forte, inclusive com um documentário no currículo. Mas este é o momento, segundo a cantora mogiana, de iniciar uma nova fase. Em show neste sábado (16) – o primeiro presencial em quase dois anos de pandemia – ela apresenta singles inéditos. São músicas que marcam um novo momento, mais humano, mais próximo do público. 

Às 19 horas, Valéria subirá ao palco do Instituto Pavão Cultural, em Campinas. Será possível vê-la e ouvi-la presencialmente e também pelas redes sociais do espaço. Além dos sucessos, que acumulam milhares de “plays” na internet, ela cantará as novas ‘É Sol e Luar’ e ‘Olhei Pra Ela’. Essas músicas, embora não integrem o próximo álbum, que será gravado em 2022, “abrem caminho para que o disco venha à vida”.

O novo trabalho, ‘Esfera’, está “sendo projetado com muita calma”. A ideia é seguir os passos de ‘Púrpura’, mas ir além. No início deste 2021, O Diário mostrou que valia a pena “ficar de olho” em Valéria Custódio durante o ano. Um dos motivos era a intenção de sair em turnê pela Europa. Os planos foram frustrados pelo persistente novo coronavírus, mas foram adaptados e devem sair do papel em breve.

“Um artista grande fica um tempo trabalhando um disco. Cria e faz turnê. O ‘Púrpura’ me surpreendeu, porque sou artista independente, não sou de selo e gravadora”, analisa a cantora, que, como canta a banda ‘Ira!’, quer sempre mais. 

“Queria ir pra Europa esse ano, mas veio toda a questão de vacinação… Só que o disco tem que sair do Brasil. De repente uma produtora da Argentina, colega minha, me chama. Então em 2022 farei uma turnê pela América Latina”, comemora ela.

Não é arrogância, não é prepotência. Não é que Mogi das Cruzes, o estado de São Paulo e o Brasil já não sejam suficientes. É que Valéria canta algo maior, de toda a humanidade. Algo global.  “A faixa principal desse disco se chama ‘O Tempo’, sobre o tempo que eu tirei pra me preparar pra ele. O tempo reflexivo, a terapia”, explica. Cada música carrega um pouco de “toda essa questão doída, e como que no fim a gente pode sair fortalecido disso”. É a pandemia, traduzida em sentimentos, versos, acordes. 

‘Esfera’ toca em temas “mundiais, que não cabem apenas aqui”. Por isso, a intenção de Valéria é que seja um trabalho “entre países”. A ideia é alcançar, principalmente com canções em português, mas também com algumas em espanhol e inglês, países além do Brasil e da já citada Argentina. Portugal e França estão no radar. 

Ouvindo Valéria, parece que o mundo é pequeno, e que ir de um hemisfério ao outro é simples. “A música me faz visualizar um mundo sem fronteiras. Sem barreiras. A França é muito perto, a Argentina é muito perto, Nova York é perto”, diz ela, sonhadora, mas ciente de todas as burocracias. “Sei que há muito para se fazer até chegar lá. Por isso vou estudando gestão, planejamento, marketing”.

A nova fase começa a ser produzida em 2022. A intenção é de fomento em algum edital público. Mas se não der certo, Valéria promete que ‘Esferá’ será gravado com recursos próprios. Vale repetir: é preciso ficar de olho nela. E uma dica é começar pelo show deste sábado.

 

Mais que um show, um afago

Preocupada com a segurança e o distanciamento social, Valéria Custódio tinha decidido retornar aos palcos físicos somente em 2022. Até lá, seguiria online, projetando o disco novo. Mas algo mudou. “A galera está precisando que eu cante”, sentiu ela.

Ansiosa para novamente ver o brilho nos olhos da plateia, Valéria decidiu “adiantar algumas agendas”. É o caso do show deste sábado, em Campinas. “Escolhi um lugar pequeno, que me agrada, porque é uma sensação muito estranha. Estou com dor de barriga, fiquei muito tempo trabalhando no digital. Voltar para o público, voltar a ver gente… Estou muito feliz, muito grata, e também com sensação meio triste. Sei que tem muita gente que não conseguiu continuar nesta área”.

Para a mogiana, “cada pessoa que ainda consegue produzir, projetar, trabalhar e voltar para os palcos”, ainda tem “algo a fazer”. Pensando assim, elaborou um retorno reflexivo, diferente do que acontecia antes da pandemia. “Além das mensagens que eu sempre procuro passar, eu quero levar uma sensação de alívio. De afago”, diz ela. “Quando você está escutando música presencialmente, ela te leva pra outro lugar. Conforta, abraça, faz transcender. Quero que as pessoas se emocionem, chorem, deem risada. Quero que dancem, façam o que quiserem fazer, dentro do que é possível”, finaliza.

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