Manifesto da ‘DesVirada Cultural’ é protocolado na Prefeitura de Mogi
Organizada como forma de protesto pela Frente Popular pela Cultura de Mogi das Cruzes, a ‘DesVirada Cultural’ está chegando. Serão 24 horas de atividades ininterruptas, simultâneas, descentralizadas e gratuitas entre este sábado (30) e domingo (31). E o manifesto dos idealizadores, que havia sido adiantado a O Diário, agora se tornou um documento oficial, tendo […]
27/07/2022 15h38, Atualizado há 689 meses
Organizada como forma de protesto pela Frente Popular pela Cultura de Mogi das Cruzes, a ‘DesVirada Cultural’ está chegando. Serão 24 horas de atividades ininterruptas, simultâneas, descentralizadas e gratuitas entre este sábado (30) e domingo (31). E o manifesto dos idealizadores, que havia sido adiantado a O Diário, agora se tornou um documento oficial, tendo sido entregue e protocolado na Secretaria Municipal de Cultura, na Prefeitura e também na Câmara de Mogi.
Nas redes sociais, a Frente Popular convida para a abertura do evento, às 18h deste sábado (30), em frente ao imóvel conhecido como Casarão dos Duque, que está cada dia mais deteriorado e corre grande risco de desabar. A escolha do local simboliza que a frente também luta “pelo direito às memórias históricas e culturais”.
No manifesto entregue para a Prefeitura, que já pode ser lido na íntegra no site oficial da Frente Popular, o grupo explica que a agenda é uma manifestação sobre questões locais, mas também estaduais. O estopim foi Mogi das Cruzes ter ficado de fora da programação 2022 da Virada Cultural.
“Realizamos a Desvirada Cultural numa provocação à classe de trabalhadores de cultura, ao Poder Público e à sociedade civil, quanto à evidente importância do investimento público no setor cultural, como cerne essencial ao desenvolvimento dos aspectos simbólicos, cidadãos, sociais, entre outros”, pedem os artistas na introdução.
Na sequência, falam do “desdobramento das pesquisas, produções, criações e difusões dos fazeres artísticos e culturais: no teatro, circo, dança, música, literatura, artes plásticas, fotografia, cinema, assim como as manifestações Culturais de Matrizes Afrodiaspóricas, afro-Caipiras ou afro Brasileiras como os grupos de Congados, Marujadas, Moçambiques, Folia de Reis, Capoeira e Rodas de Samba. Atendendo ao princípio cidadão, ao resguardo da igualdade de gênero, populações periféricas, rurais ou urbanas, afro-diáporicas, povos indígenas, ciganos, caipiras, população LGBTQIA+, grupos religiosos diversos, entre outros”.
Extenso, o texto que agora conta com assinaturas de recebimento da equipe de Caio Cunha (PODE) e também dos vereadores de Mogi, segue como uma crítica a Prefeitura de Mogi, em especial à Pasta de Cultura.
“Entendemos que a política implementada pela Secretaria de Cultura de nosso município vem ao enfoque da fragilização das leis, programas e mecanismos de fomento, na qual poderiam amparar de forma continuada a cultura como um todo, potencializando os mecanismos legais, como o Sistema Municipal de Cultura, Plano Municipal de Cultura, Programa de Fomento à Arte e à Cultura, Programa Diálogo Aberto, e Lei de Incentivo à Cultura”.
Mais informações sobre a ‘DesVirada Cultural’ – e também a agenda completa de atividades estão disponíveis na reportagem especial de O Diário sobre este tema. Clique aqui para ler.