Galpão Arthur Netto oferece oficina de teatro e encontros online
Fundado em 2006, o Galpão Arhur Netto fechou as portas no ano passado. Depois de um hiato curto, voltou com atividades online, durante a pandemia. Agora, lança um novo projeto, que representa fôlego para as artes que estão sob seu guarda-chuva, principalmente para o teatro. Com recursos da lei Aldir Blanc, o coletivo oferece uma […]
22/12/2020 17h39, Atualizado há 688 meses
Fundado em 2006, o Galpão Arhur Netto fechou as portas no ano passado. Depois de um hiato curto, voltou com atividades online, durante a pandemia. Agora, lança um novo projeto, que representa fôlego para as artes que estão sob seu guarda-chuva, principalmente para o teatro. Com recursos da lei Aldir Blanc, o coletivo oferece uma série de atividades online.
Uma das ações é a Oficina Livre de Teatro, que embora mais curta, segue os moldes “do tradicional curso ministrado por anos no Galpão”. A ideia é ensinar alunas e alunos do bairro de Braz Cubas, a partir de uma parceria com o espaço cultural Studio F.
A agenda começou nesta segunda-feira, dia 21, mas com o anúncio do retorno de Mogi e todo o Estado para a fase vermelha do Plano SP de Retomada Econômica, os planos mudaram.
Agora, o ator responsável pela coordenação desta atividade, Thiago Costa, diz que “aguardará até janeiro”. “Teríamos dois primeiros encontros, mas com a notícia da fase vermelha vamos aguardar até o dia 11 de janeiro para saber como a gente retoma, se será virtual ou com encontros presenciais”.
Quando era realizado presencialmente, o curso de teatro durava um ano e meio. O que se vê agora, em novo formato, é uma “experimentação” em 12 encontros, com foco no atendimento de bairros descentralizados.
“O Galpão está chegando na periferia”, diz Thiago Costa, que enxerga isso como um ponto positivo após a saída do Centro.
Longe do prédio da Avenida Fausta Duarte de Araújo., a gestão tem buscado atender pessoas de outros bairros. “Por exemplo, a gente iniciou já com quatro alunos de Jundiapeba, o que antes não acontecia”.
Outra área de abrangência do projeto serão transmissões de vídeo em tempo real, ou “laives”, como são chamadas pelo Galpão, de “artistas negras e negros de Mogi”.
Mediado pela atriz e pesquisadora Jessica Nascimento, “parceira que mantém intensa atividade de pesquisa histórica da arte e do povo preto no Brasil”, o ciclo de encontros online conta com apresentações artísticas e diálogo para “reforçar a pauta antirracista na cidade e no Alto Tietê”.
Participarão das “laives”, entre 7 e 10 de janeiro, via YouTube e Facebook do grupo, o artesão Agildo Lima; o ator, circense e produtor audiovisual Vitor Gonçalves; a professora e cantora Maristela Afro; e o artista circense Fabrício Guimarães, gestor do Studio F, também parceiro do projeto.
Para Manoel Mesquita Júnior, um dos gestores do Galpão, as ações possibilitadas por recursos da Lei Aldir Blanc são importantes símbolos da luta e resistência da casa. “Mais uma vez somos reconhecidos como um importante território cultural da cidade, talvez hoje um dos mais antigos em atividade, com 14 anos”.
Ele explica que a ideia da ação é manter, pela internet, pelo menos “dois dos três pilares” do coletivo. “Trabalhávamos a circulação de obras, de espetáculos; a formação de artistas; e a residência de artistas e grupos no espaço. Agora seguimos com a parte da formação a partir da Oficina Livre de Teatro e a circulação, com as lives”.
Thiago Costa completa o pensamento e comemora o fato de poder agir nesses sentidos. “A programação firma o Galpão como um território vivo”. Prova disso é a Cia. Do Escândalo, companhia teatral criada pelo espaço, que apresentará, também via live, uma leitura encenada do espetáculo ‘Inimigo’.
Inscrições para a oficina e outras informações estão disponíveis pelo telefone (11) 9.9554.9219.