Estúdio Municipal de Áudio e Música vai produzir 10 álbuns musicais e dois podcasts
2023 é um ano de mudanças no Estúdio Municipal de Áudio e Música de Mogi das Cruzes (Emam). Até aqui, foram oito anos produzindo CDs e EPs com encartes físicos. Mas a partir de agora, o equipamento mira o digital e passa a produzir também podcasts. No último edital, 12 projetos foram contemplados (veja a […]
09/01/2023 09h10, Atualizado há 688 meses
2023 é um ano de mudanças no Estúdio Municipal de Áudio e Música de Mogi das Cruzes (Emam). Até aqui, foram oito anos produzindo CDs e EPs com encartes físicos. Mas a partir de agora, o equipamento mira o digital e passa a produzir também podcasts. No último edital, 12 projetos foram contemplados (veja a lista abaixo).
Em linhas gerais, o objetivo deste edital (número 28 de 2022, publicado em 13 de outubro último) é, mais uma vez, jogar luz à música e ao conteúdo autoral mogiano. “Fomentar a produção local e garantir o acesso a tecnologias e equipamentos de áudio, por meio da realização de gravação de áudio e produção fonográfica abrangendo músicos, compositores, intérpretes e autores, visando estimular a difusão e produção musical e de áudio a todas as linguagens artísticas, bem como dar acessibilidade à produção literária da cidade”, traz o texto oficial.
Para tanto, quatro categorias foram criadas. As já tradicionais CD e EP autoral continuam, com gravação, mixagem e masterização de 10 e cinco ou seis faixas autorais respectivamente. A diferença é que agora, os arquivos finais serão entregues aos artistas, que disponibilizarão as canções diretamente nas plataformas digitais.
Infelizmente, não houve inscrições, mas a opção “Acessibilidade Literária” estava lá, para a “gravação de audiolivros ou áudio de poemas autorais”. E atualizando o cronograma para as tendências do mercado a novidade da vez é o podcast, para programas de até 10 episódios/capítulos.
Cada uma das classes teve regras e exigências próprias, sempre com inscrição gratuita. Uma comissão julgadora, composta por “cinco membros de notório conhecimento relacionado ao edital, sendo três membros da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo e dois técnicos de áudio do Emam”, avaliou cada um dos projetos.
Os contemplados são os que mais pontuaram, de acordo com o atendimento dos requisitos mínimos. São cinco em cada uma das duas primeiras categorias, e a música mogiana pode comemorar. Vai ter álbum novo de Paulo Henrique, o PH; do grupo Terra de Almofadas, formado por Dani Dias e Amanda Araújo; de Serginho Machado; de Pedro Cirilo; de Thiago da Costa; de Tiago Nepomuceno; da banda Luzco; de Flávia Caruso; de Valéria Custódio e de Dâmi Guita.
Como já citado, a prefeitura de Mogi informa que não houve adesão para os projetos literários. Mas houve para os podcasts. Um deles, o Simples, com entrevistas com músicos e musicistas da cidade, será apresentado pelo jornalista Heitor Herruso. Será a segunda temporada do projeto, que surgiu na fase mais crítica da pandemia de Covid-19 e em 2020 foi contemplado em edital municipal da Lei Aldir Blanc de Emergência Cultural (LAB).
Já o ‘Árvore Musical’, com apresentação de Flávio Liborio, Inaiá Ayaní, Ricardo Leite e Silva Gilwan foca nos compositores locais, e promete, “em um bate papo descontraído a respeito de suas histórias de vida, carreiras artísticas, desafios em diferentes momentos, métodos de criação e composição, parcerias e projetos”, mostrar “a percepção de cada um sobre Mogi, dando enfoque aos pontos turísticos preferidos, relações com as pessoas e com a cultura da cidade”.
A ideia desta última iniciativa é fazer com que o público mergulhe nos pensamentos e na obra do artista, estabelecendo uma “relação humanizada” que revela “dificuldades e conquistas, inseguranças e acertos, sonhos e realizações, influências artísticas e musicais no processo de composição”.
Todos os projetos, sem exceção, devem ser gravados e editados entre 17 de janeiro, que é quando o Emam reabre após um recesso de fim de ano, e o final de setembro de 2023. São, portanto, nove meses de efervescência cultural. E o espaço se compromete a oferecer aos contemplados – que também têm contrapartidas obrigatórias – a seguinte estrutura: “técnicos de áudio capacitados nas áreas de gravação, mixagem e masterização; horas para a gravação conforme a necessidade das modalidades; plataforma de gravação com sistema Pro Tools; microfones, cubos de guitarra e baixo, bateria (corpo) e piano de cauda Yamaha C3”.
A lista completa de projetos contemplados está disponível no site da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, mas também na abaixo. Merece destaque o fato de que são 12 ações contempladas, mas com número exponencialmente maior de membros da classe artística impactados. Somados, somente os podcasts representam 20 episódios com pelo menos um entrevistado(a), e os álbuns musicais envolvem dezenas de outros músicos e musicistas.
CD AUTORAL – 10 FAIXAS
Projeto e proponente
CD ‘Nosso Samba’ – Paulo Henrique da Silva Costa
Brincadeira na Terra de Almofadas – Daniel de Barros Dias
CD ‘A Dança’ – Sergio Moreira Machado
O Vento Solar – Do Mar a Montanha – Pedro Henrique Cirilo Leite dos Santos
Thiago da Costa – Me Curo – Thiago Fernando da Costa
EP AUTORAL – 5 OU 6 FAIXAS
Projeto e proponente
Tiago Nepomuceno – Caqui Doce – Tiago Araújo Nepomuceno
Luzco – Invicta Mentira – Henrique Melo Pereira da Silva
EP “Novos Tempos” – Flavia Caruso Ribeiro
Valéria Custódio – Esfera Audrey – Valéria Custódio Silva
Sou prisma, sou canal – Dâmaris Rodrigues de Souza
PODCAST
Projeto e proponente
Podcast Simples – Temporada 2 – Heitor Herruso Pereira Gerevini
Árvore Musical – Ricardo Alexandre Leite da Silva