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De repente, o cinema dentro da escola

Por meio do cinema, sete mil estudantes de escolas estaduais de Mogi das Cruzes estão aprendendo na prática e de maneira divertida a importância de se preservar os recursos naturais e de cuidar do meio ambiente. Até o próximo dia 18, escolas da cidade e de Salesópolis recebem o projeto cultural Cine Eco, que por […]

Por O Diário
13/08/2022 08h06, Atualizado há 689 meses

Por meio do cinema, sete mil estudantes de escolas estaduais de Mogi das Cruzes estão aprendendo na prática e de maneira divertida a importância de se preservar os recursos naturais e de cuidar do meio ambiente. Até o próximo dia 18, escolas da cidade e de Salesópolis recebem o projeto cultural Cine Eco, que por meio de sessões de teatro, cinema e workshop prega meios para se promover a sustentabilidade. 

Com patrocínio da NGK do Brasil, que possui unidade em Mogi das Cruzes, a iniciativa do Ministério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura e Instituto Eco Ambiental e Social (IEAS) ocorre por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Rouanet). 

Cine Eco desembarcou na cidade no início deste mês e já atendeu mais de quatro mil alunos de escolas da rede pública, escolhidas pela Diretoria de Ensino de Mogi das Cruzes, incluindo uma unidade de Salesópolis, a escola E.E. Professora Olga Chakur Farah. 

Em Mogi, a primeira unidade que recebeu o cinema itinerante foi a E.E. Professor Camilo Faustino de Mello, localizada na Vila Oliveira, e reuniu quase 800 alunos. O roteiro de exibições inclui escolas localizadas nos bairros Jardim Armênia, Nova Bertioga, Jardim Santos Dumont I, Jardim Modelo, Varinhas, Vila Brasileira, Quatinga e Jundiapeba. 

Por dia, são realizadas quatro sessões do Cine Eco. 

Uma mega estrutura de cinema inflável, com 15 metros de comprimento e quatro metros de altura, equipada com tela de cinema, projetor, áudio, iluminação e almofadas para acomodação do público é montada diariamente nas escolas.  

Os trabalhos técnicos de montagem começam cedo, sempre às 5 horas da manhã, para que os estudantes sejam surpreendidos pelo cinema itinerante assim que chegarem na sua unidade escolar. As medidas sanitárias também atendem os decretos do Governo do Estado de São Paulo e do município

Nas sessões, os alunos têm acesso a questões ligadas à sustentabilidade, energia e meio ambiente. Primeiro é encenada uma peça de teatro com dois personagens dos contos de fadas, Malévola e Ariel, com duração de sete minutos, para retratar de maneira lúdica a poluição das águas. 

Na sequência, começam as exibições de curtas metragens voltadas à sustentabilidade.  

Para reforçar o que foi transmitido, é realizado um workshop no final da exibição de cinema, quando os alunos e participantes podem falar sobre sustentabilidade. Um espaço de discussão, questionamento e diálogo fecha o encontro.

Uma filipeta de marcador de livro, um livreto sobre medidas que promovem a sustentabilidade e, é claro, pipoca, encerram a atividade, criando, de fato, o clima de um cinema 

“O projeto foi concebido com o intuito de promover a cultura por meio da sétima arte, que tanto encanta pessoas de todas as idades. De forma lúdica serão abordados conceitos como meio ambiente, uso consciente dos recursos naturais, respeito ao próximo e mobilidade urbana. Acreditamos que este é um caminho para ajudar na formação de crianças e jovens como cidadãos conscientes para o futuro”, avalia Patricia Henrique, do Instituto Eco Ambiental e Social. 

Formatando temas atuais e que fazem parte do cotidiano dos jovens, o Cine Eco tem conquistado os educadores. “O conteúdo do projeto tem muito a ver com a proposta pedagógica que trabalhamos e vai enriquecer o que os jovens aprendem em sala de aula”, diz Regina Célia de Freitas, professora de Geografia.

A sustentabilidade como bandeira

O Instituto Eco Ambiental e Social também trouxe o Eco Cine a Moi das Cruzes, entre junho e julho, quando foram promovidas oficinas de cinema. O interessante é que os estudantes gravaram, naquela oportunidade, quatro curtas metragens, que serão exibidos nas atividades promovidas agora nas escolas. 

Com passagens por outras cidades, agora, o Cine Eco seguirá para Jundiaí. O Eco Ambiental tem como foco a preservação do meio ambiente como foco para o desenvolvimento sustentável. 

Quem acreditou

A atividade que surpreende os estudantes que encontram um cinema montado dentro da escola e aprendem, de maneira lúdica, sobre um tema de interesse mundial, é feita graças à NGK do Brasil, empresa fundada em 1936, em Nagoya, no Japão, a maior fabricante e especialista mundial em velas de ignição, com forte presença em todos os continentes. 

No Brasil, a empresa atua há mais de 60 anos, conta com aproximadamente 1.300 funcionários na fábrica localizada no bairro do Cocuera, em Mogi das Cruzes, SP.

 Há algumas semanas, a NGK Spark Plug anunciou a decisão de mudar o nome do grupo em inglês para Niterra. O novo nome que entrará em vigor a partir de abril de 2023, reflete um momento de expansão dos negócios, alinhada às transformações em curso na indústria automotiva, direcionando a organização em quatro diferentes segmentos: mobilidade, medicina, meio ambiente & energia e comunicações. 

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