Conselho de Cultura de Mogi faz convite à cidadania
Aos mogianos, uma oportunidade: estão abertas as inscrições para que a sociedade civil participe da nova formação do Conselho Municipal de Cultura (Comuc). Até o dia 16 de julho é possível se candidatar para uma das cadeiras, que permite a opinião, a crítica e a reflexão de representantes dos segmentos teatro, música, literatura, dança, arte […]
19/06/2021 08h04, Atualizado há 688 meses
Aos mogianos, uma oportunidade: estão abertas as inscrições para que a sociedade civil participe da nova formação do Conselho Municipal de Cultura (Comuc). Até o dia 16 de julho é possível se candidatar para uma das cadeiras, que permite a opinião, a crítica e a reflexão de representantes dos segmentos teatro, música, literatura, dança, arte popular, audiovisual, patrimônio e artes plásticas.
Também é possível participar como eleitor do processo, ajudando a selecionar quem ocupará cada um dos 16 assentos no órgão, sendo oito membros titulares e oito suplentes. Para se inscrever, é preciso apresentar “comprovação de experiência nas áreas abrangidas”. Mas não são aceitos somente atores e atrizes, no caso do teatro. Assim como não são aceitos somente cantores e cantoras, no caso da música. E assim por diante.
“Além das figuras mais óbvias, como ator, diretor e dramaturgo, há outras funções no teatro, como figurinista, iluminador. Funções técnicas também entram. O candidato pode ser um aderecista e comprovar que trabalha em teatro, por exemplo. Ou em escola de samba, para participar da categoria cultura popular”, esclarece a atual presidente do órgão, Priscila Nicoliche.
Priscila, que após oito anos de atuação está deixando o cargo, participando dessa vez apenas com o voto, explica que os eleitores também devem ser “significativos dentro da sua área”, já que somente pessoas ligadas à categoria podem nela votar.
Feitas essas explicações, a presidente vai ao ponto chave. Por quê é importante, em um conselho de 32 membros, que metade deles seja da sociedade civil? “Os conselhos ganharam mais força e protagonismo a partir do Governo Lula, que tinha a intenção de colocar mais participação da sociedade civil nas decisões do poder público. O objetivo é exatamente esse: que as pessoas se mantenham participativas e que continuem tendo voto e decisões dentro das gestões”.
A avaliação dos candidatos é feita pela “comissão eleitoral”, composta por quatro integrantes do Conselho, sendo um deles da prefeitura. Os nomes dos candidatos serão divulgados no dia 26 de julho, no site da Pasta ligada ao órgão, e a eleição está marcada para o dia 30 de julho, em ambiente online. O resultado sairá no próprio dia.
Na prática
Priscila Nicoliche lembra que, na última gestão municipal (prefeito Marcus Melo e secretário de Cultura Mateus Sartori), Mogi “andou muito”, o que pode ser atribuído justamente à participação de pessoas não ligadas ao governo nas decisões.
Como exemplo, ela cita o Programa de Fomento à Arte e Cultura de Mogi das Cruzes (Profac), cujos editais “eram discutidos ali, no programa Diálogo Aberto, com pessoas em comum e com a presença do Comuc, que era muito participativo”.
Outra conquista, cujos louros merecem, segundo a presidente, serem depositados na parceria com a sociedade civil, é o Plano Municipal de Cultura, que estabelece ações e metas para a Mogi de hoje até 2030.
“É o grande legado dessa gestão. A gente participou das conferências, de toda a sistematização do plano municipal, e depois da aprovação, da correria na Câmara (dos Vereadores), fazendo as conversas para que tudo saísse no tempo correto”.
Para que as construções do Comuc sejam preservadas e estendidas, Priscila aposta na comunicação, fator que tem sido, desde o começo do ano, conforme ela diz, pouco presente. “Não temos tido respostas para uma série de coisas, como sobre o orçamento, que ainda não conseguimos entender. Quanto se gastou nesse semestre? O que será do próximo?”, finaliza, com algumas das perguntas que espera ver sendo repetidas à gestão municipal pelos novos integrantes do órgão.