Cantora de Mogi, Aline Chiaradia lançará show e mini documentário no próximo sábado (11)
Dona de uma voz doce e com um álbum lançado, a cantora Aline Chiaradia, de Mogi das Cruzes, estreia no próximo sábado (11), às 20hs, no Youtube, seu mais recente trabalho: ‘Estreitos Nós: Uma História’. Mais do que um show, o vídeo de 40 minutos é também um mini documentário, possibilitado pela Lei de Incentivo […]
04/12/2021 14h59, Atualizado há 688 meses
Dona de uma voz doce e com um álbum lançado, a cantora Aline Chiaradia, de Mogi das Cruzes, estreia no próximo sábado (11), às 20hs, no Youtube, seu mais recente trabalho: ‘Estreitos Nós: Uma História’. Mais do que um show, o vídeo de 40 minutos é também um mini documentário, possibilitado pela Lei de Incentivo Aldir Blanc (LAB).
O especial apresenta depoimentos dos músicos e parceiros Paulo Henrique (PH) e Rui Ponciano, além de contar, com narração da própria artista, uma história musical vivida sob a influência de sua família. Aline Chiaradia é filha e sobrinha de músicos, o que fez sua chegada no meio artístico acontecer de forma natural.
“Em casa fazer música era algo normal, não era extraordinário. Todo mundo tocava algum instrumento ou cantava. Meu pai, conhecido como Timinho, era integrante do Conjunto Hi-Fi, uma banda muito conhecida em Mogi das Cruzes na década de 60 que agitava os bailes do Itapeti. Meu tio, Edinho Chiaradia, era do samba, do choro, da bossa, tocou com Lana Bittencout, Gilberto Alves, Zé Ketti e João Pacífico. Ele era o artista da família. Estava sempre envolvido em Festivais de Música e era presença necessária em todas as festas e rodas de violão. Tive a sorte de subir ao palco algumas vezes ao lado dele, já com meu pai isso não foi possível”.
‘Estreitos Nós: Uma História’ é uma síntese da relação de Aline com a saudade, com a herança que a faz dar continuidade para as canções que a fizeram ser quem ela é.
“Minha mãe, meu pai e meu tio já não estão por aqui há muito tempo, e é claro que fica sempre uma sensação de vazio, mas faço arte para eles, por eles, e agora também para o meu filho Bento. A vida é movimento, não para nunca de seguir…”
Filmado no último mês de julho, o show aconteceu em um Teatro Vasques sem público, mas com muita energia. A apresentação mistura canções do CD da cantora, o ‘Estreitos Nós’, com músicas inéditas. E mesmo que não seja de maneira intencional, faz um passeio pela história dos antigos bailes de Mogi das Cruzes e mostra os trilhos percorridos por uma mulher artista através do olhar da sociedade.
Aline estudou Canto Popular, foi solista da Orquestra Jovem de São Paulo, abriu shows de artistas importantes, como Renato Teixeira, dividiu vocais com o Cantor e Compositor Toquinho, pesquisou a história do samba e do choro ao lado do Mestre Eurico de Souza, Dudu Mendonça, Yrapoan, Jorginho e PH, e mesmo com tudo isso na bagagem, foi considerada e apresentada como cantora de um gênero só durante muito tempo.
Hoje a cantora narra sua chegada até aqui sabendo que venceu muitos obstáculos. Tanto é que, em um dos trechos do documentário, ela diz o seguinte: “Hoje os jornais, quando falam de mim, dizem cantora, apenas cantora, uma mulher que canta o que quer e o que gosta”.
Confira a seguir o repertório e a ficha técnica do projeto:
Repertório
‘Estreitos Nós’ (Gui Cardoso)
‘Tempo’ (PH/Pedrão Abib)
‘Lembrança’ (Meyson)
‘Parafuso’ (Rui Ponciano)
‘Minha Riqueza’ (Aline Chiaradia)
‘Ói no que deu’ (Edinho Chiaradia)
‘Esquece’ (Aline Chiaradia/PH)
‘Um baião para o meu Calundu’ (Juá de Casa Forte/Juh Vieira)
‘Janaína’ (Henrique Abib/Pedrão Abib/PH)
‘Gente Diferenciada’ (Aline Chiaradia/PH)
‘Amor Digital’ (Pedrão Abib)
‘Choro Recolhido’ (Rabicho)
‘Vai ver que eu não tava em casa’ (Jonathan Silva)
Ficha Técnica
Produção e Edição: Estúdio Limoeiro e Alessandro Silva
Captação e Edição de áudio: Léo Zerrah
Captação de voz (Narração): Caio Pinheiro
Técnicos de Som: Léo Zerrah, Orlando Pagnani e Matheus Henrique
Iluminação: Zezinho Campos
Pesquisa de fotos: Aline Chiaradia, Clauber Chiaradia e Tânia Abreu
Participação Especial: Meyson e Rui Ponciano
Arte Gráfica: Lígia de Marco
Direção Musical, arranjos, violão e cavaquinho: Paulo Henrique (PH)
Colaboradores: Fernanda Pereira, Lucas Bandeira, Vanessa Oliveira.
Violão: Gui Cardoso
Flauta transversal e Sax: Márcio Potel
Baixo Elétrico: Maurício Gerace
Bateria: Rafael Lourenço