“Água Doce” estreia no palco do Sesc Mogi e fala da proteção dos rios
Dois espetáculos teatrais, com ingressos gratuitos e sem a retirada de ingresso, estão na agenda do Sesc de Mogi Cruzes – um deles, é uma estreia. Nesta sexta-feira (25) , “Nimba”, com a Trupe Benkady, poderá ser acompanhada das 20 às 21 anos, para público acima dos 12 anos. Na sinopse do trabalho, a explicação: […]
24/03/2022 14h31, Atualizado há 688 meses
Dois espetáculos teatrais, com ingressos gratuitos e sem a retirada de ingresso, estão na agenda do Sesc de Mogi Cruzes – um deles, é uma estreia.
Nesta sexta-feira (25) , “Nimba”, com a Trupe Benkady, poderá ser acompanhada das 20 às 21 anos, para público acima dos 12 anos.
Na sinopse do trabalho, a explicação: Nimba é um ser misterioso que pertence ao mundo da fantasia, originária entre os povos Baga que vivem na Guiné, empregada em cerimônias da dança da colheita do arroz, executadas a fim procurar a fertilidade dos campos.
Utilizando dos elementos e simbologias femininas da natureza, presente tanto nas deusas até a própria “mãe terra”, em diálogo com a dança africana o espetáculo busca gerar a reflexão desta essência maternal existente em cada um de nós, que vai para além de ser mulher, no sentido do sexo e das características físicas, e que tem o poder de se manifestar notempo e espaço que quiser.
Nimba é uma homenagem ao espírito feminino existente em todos os seres.
Sábado
“Água Doce” é uma estreia com a Cia. da Tribo, e será atração no sábado, das 16h30 às 17h30, ao público com idade a partir dos 5 anos.
A produção fala sobre a relação do homem com a água, dando destaque aos rios brasileiros. Interessante porque, nesta semana, foi comemorado o Dia Mundial da Água.
De forma lúdica e através da cultura popular e do teatro de bonecos, o espetáculo traz à tona os rios, córregos e nascentes que foram esquecidos pela urbanização nas grandes cidades, refletindo sobre a preservação do meio ambiente e a sustentabilidade.
Iara, Abaré, Cacira e Xirú se aventuram para proteger os rios e o seu povo. Abaré, enviado por seu pai Xirú, inicia sua jornada por correntezas e turbulências para reencontrar sua irmã Iara e dar nova vida aos peixes e ao rio. Nesta trajetória, encontra seres de míticos da cultura ribeirinha como a Cobra Grande, o Cabeça de Cuia, as três Marias lavadeiras, Jaguarão e Pirarucu.
O grupo é vencedor do Prêmio APCA de Melhor Espetáculo de Rua e do Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem, categoria Sustentabilidade.
História
O grupo paulista Cia. da Tribo, fundado pelos artistas Milene Perez e Wanderley Piras, iniciou seu trabalho de pesquisa em cultura popular em 1996. A sua linguagem cênica foi desenvolvida através do estudo de tradições populares, personalidades e corporeidades brasileiras. Histórias, músicas, danças e bonecos criados pelo povo em diversas regiões do país são investigados, apreendidos, recriados e trazidos à cena, construindo assim, uma teatralidade brasileira.
Texto e direção são de Milene Perez e Wanderley Piras; e a direção musical e trilha sonora original: é de Rogério Almeida