Advogada mogiana lança livro sobre transgênicos e analisa uso na França e Brasil
A advogada mogiana Yhasmin Monteiro lança nesta quinta-feira (8), às 18 h, o livro ‘Prato do Dia: Transgênicos” (Editora dos Editores), da coleção Direitos Internacionais do Professor Paulo Borba Casella na Livraria Martins Fontes, na Capital. Aos 25 anos, a pesquisadora e profissional da área dos direitos humanos e internacionais já co-assinou diversos capítulos e […]
07/12/2022 11h11, Atualizado há 689 meses
A advogada mogiana Yhasmin Monteiro lança nesta quinta-feira (8), às 18 h, o livro ‘Prato do Dia: Transgênicos” (Editora dos Editores), da coleção Direitos Internacionais do Professor Paulo Borba Casella na Livraria Martins Fontes, na Capital.
Aos 25 anos, a pesquisadora e profissional da área dos direitos humanos e internacionais já co-assinou diversos capítulos e artigos acadêmicos e estreia como autora de uma obra com tema nevrálgico: o uso dos alimentos transgênicos, com foco nas maneiras como se desenvolvem, na prática, no Brasil e na França as políticas de regulamentação da transgenia e dos agrotóxicos nos dois países.
O livro faz parte da Coleção do Direito Internacional do professor e pesquisador Paulo Borba Casella.
Estudante da ETEC Presidente Vargas, Yhasmin se formou na Facudade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), mais conhecida como São Francisco, e estudou, entre outras instituições, na Université Lumière Lyon, onde aprofundou a pesquisa que deu origem à obra.
Jovem, aos 25 anos, os três últimos deles dedicados à pesquisa sobre as políticas praticadas pelos dois países na liberação e prática da transgenia e do uso dos agrotóxicos, um tema ainda desconhecido pela maioria das pessoas não só no Brasil e crucial, na visão dela, para se estabelecer novos hábitos de produção e alimentação.
Yhasmin defende uma alimentação saudável e de qualidade e se alinha às lutas dos direitos humanos e de instituições contra o uso de agrotóxicos que estão colocando em risco, entre outras coisas, segundo afirma, a saúde pública mundial e o desequilíbrio ambiental com a modificação genética da cadeia de alimentos. Ela destaca a necessidade de o cidadão saber o que de fato está consumindo, e a origem do que está no prato do dia das pessoas.
Área relativamente nova na produção global de alimentos – a partir da primeira metade dos anos 2000, a transgenia possui amplo espectro para debate, estudo e move grande rede de interesses de produtores.
No livro de Yhasmin, a autora foca na questão do direito internacional e joga luz sobre um aspecto: como esse problema global segue outros modelos antigos da relação entre os blocos de países do norte e do sul do planeta.
Em uma apresentação da pesquisa, a advogada destaca que a análise entre os dois países, tem o “intuito de averiguar as semelhanças, diferenças e contradições a nível interno e externo. Enquanto o Brasil é considerado o “celeiro do mundo”, sendo o país que mais emprega agrotóxicos em suas plantações e o segundo maior produtor de variedades transgênicas, a França apresenta um modelo agrícola lastreado em regras tão rígidas que inibem de forma integral a produção das referidas variedades em suas terras, sendo considerada um exemplo no campo da aplicação do princípio da precaução. Todavia, note-se que isso não impede a grande quantidade de importações que a França faz de commodities transgênicas, sendo muitas, inclusive, produzidas no Brasil”.
Com dados oficiais e extensa base de informação sobre as legislações francesas e brasileiras, uma das conclusões conduz à confirmação da “exploração das riquezas naturais do Sul Global por países pertencentes ao Norte Global, empregando-se o pensamento abissal para compreender que o modelo adotado parte de uma perspectiva macro internacional que busca a conversão do Norte em sujeito do conhecimento e do Sul em objeto de conhecimento”.
Para ela, os resultados “ultrapassam em muito os meros efeitos econômicos, gerando impacto no respeito da vontade democrática da sociedade, no direito de informação do consumidor e na manutenção da diversidade biológica”.
Com 210 páginas, o “Prato do Dia: Transgênicos” abre janela para aprofundar tema de amplo desconhecimento público, partindo, inclusive, dos argumentos usados inicialmente para a aprovação do uso das sementes modificadas geneticamente e que propagavam, no início, que seria possível, dessa forma, produzir superalimentos, capazes de reduzir a fome mundial, com a inclusão de propriedades vitamínicas em cereais e outros itens alimentícios, o que não se configurou como realidade.
A edição é dedicada à mãe de Yhasmin, a professora Rosemary Monteiro, que leciona no curso de Nutrição da ETEC Presidente Vargas, de Mogi das Cruzes, e se tornou fonte de inspiração para a filha pesquisar e divulgar a boa alimentação e os desafios lançados com o aumento dos transgênicos que criaram reflexos negativos como a necessidade de se ampliar, também, os agrotóxicos para eliminar as pragas – um agravante que, no Brasil, acelerou, com leis aprovadas durante o governo de Jair Bolsonaro, para garantir a expansão dos pesticidas usados no campo.
Serviço: Lançamento do livro “Prato do Dia: Transgênicos” (Editora dos Editores), escrito pela advogada e pesquisadora mogiana Yhasmin Monteiro.
Quando: Quinta-feira (8), das 18 às 21h30
Onde: Livraria Martins Fontes ( Alameda Jaú, 1742, Jardins, São Paulo).
Venda: No dia do lançamento haverá um desconto de 10% no valor do livro, que custa R$ 200.
As vendas on-line serão feitas no endereço da editora: www.editoradoseditores.com.br