Após 13 dias de greve dos funcionários, GM anuncia cancelamento de demissões
Após 13 dias de greve dos metalúrgicos, a General Motors (GM) anunciou neste sábado (4) o cancelamento das 1.245 demissões nas fábricas de Mogi das Cruzes, São José dos Campos e São Caetano. A medida ocorreu um dia após o Tribunal Superior do Trabalho rejeitar o pedido de liminar da montadora para manter as dispenas […]
04/11/2023 13h13, Atualizado há 686 meses
Após 13 dias de greve dos metalúrgicos, a General Motors (GM) anunciou neste sábado (4) o cancelamento das 1.245 demissões nas fábricas de Mogi das Cruzes, São José dos Campos e São Caetano. A medida ocorreu um dia após o Tribunal Superior do Trabalho rejeitar o pedido de liminar da montadora para manter as dispenas dos trabalhadores.
A empresa afirmou que realizará reunião na tarde de segunda-feira (6) com os três sindicatos e está em processo interno para efetivar o cancelamento das demissões. Também há previsão de uma assembleia, na sede de Mogi das Cruzes, no mesmo dia, para divulgar a notícia aos trabalhadores.
“A retomada dos empregos é uma vitória histórica, resultado da forte luta dos trabalhadores das três cidades. Foram 13 dias de greve e muita união em defesa dos empregos. Mostramos a força da nossa categoria”, afirmou Valmir Mariano, vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos.
Para celebrar a conquista, os trabalhadores da GM em São José dos Campos planejam um churrasco em frente à fábrica neste sábado (4).
Até a tarde de sexta-feira (3), os 105 trabalhadores da fábrica da GM em Mogi das Cruzes ainda não haviam retornado ao trabalho, mesmo após a decisão judicial que revogou as demissões anunciadas por telegrama aos profissionais que estavam em lay-off (suspensão temporária do trabalho). Neste sábado (4), a paralisação total da unidade mogiana, que conta com outros 470 funcionários, completa 13 dias.
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Mogi das Cruzes, David Martins, avaliou o cancelamento das demissões como o primeiro passo para abrir um canal de negociação com a GM. Ele também informou sobre a reunião desrta segunda-feira (6) com os três sindicatos, para discussão do processo de reestruturação da empresa.
“A greve foi vencida, e não permitiremos que nenhuma hora seja descontada dos trabalhadores, nem daqueles que receberam o telegrama, nem daqueles que deveriam continuar trabalhando e não foram demitidos. A greve é justa, a greve é legal”, afirmou Martins.
Ele expressou sua esperança de que a GM reflita e reconheça que os trabalhadores estão unidos, deixando claro que nenhuma injustiça ou ato de absurdo será tolerado, como demissões de trabalhadores doentes, mulheres grávidas ou pessoas com deficiência, sem a contratação de substitutos. “A vitória da greve fortalece a posição dos metalúrgicos e reforça a importância da negociação justa para ambas as partes envolvidas”, disse Martins.