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Valores a receber: greve do BC adia data da nova etapa de pagamento

A segunda etapa do Sistema de Valores a Receber (SRV), do Banco Central (BC), que seria liberada para consultas em 2 de maio foi adiada e não há nova data prevista para que entre em funcionamento. Com isso, não há previsão para novas consultas por “dinheiro esquecido”. Esta fase permitiria a consulta e saque de […]

Por O Diário
27/04/2022 14h22, Atualizado há 689 meses

A segunda etapa do Sistema de Valores a Receber (SRV), do Banco Central (BC), que seria liberada para consultas em 2 de maio foi adiada e não há nova data prevista para que entre em funcionamento. Com isso, não há previsão para novas consultas por “dinheiro esquecido”. Esta fase permitiria a consulta e saque de cerca de R$ 4,1 bilhões.

A autoridade monetária informou na manhã desta quarta-feira que a greve dos servidores do BC prejudicou o cronograma de desenvolvimento das melhorias do SRV.
A primeira etapa do do SVR durou até 17 de abril. Nesta fase, estavam disponíveis para devolução R$ 3,9 bilhões para 28 milhões de pessoas ou empresas que tinham saldos residuais em contas-correntes, por exemplo. O BC estima que R$ 8 bilhões possam ser recuperados pelo SVR. 

Ela permitiu consultas a recursos que poderiam ter sido esquecidos em contas-correntes ou poupança encerradas com saldo disponível; tarifas e parcelas ou obrigações relativas a operações de crédito cobradas indevidamente, desde que a devolução esteja prevista em Termo de Compromisso assinado pelo banco com o Banco Central; cotas de capital e rateio de sobras líquidas de beneficiários e participantes de cooperativas de crédito; e recursos não procurados relativos a grupos de consórcio encerrados.

Depois dessa data, o sistema passaria por uma reformulação e voltaria a funcionar em maio sem a necessidade de agendamento e com novas informações repassadas pelas instituições financeiras.

O BC recomenda que mesmo quem não achou nada na primeira tentativa, consulte novamente o sistema após essa data.

A paralisação dos servidores do BC começou em meados de março e afetou a divulgação de vários relatórios, como o Focus, estatísticas fiscais e de crédito, além de indicadorse, como o Ptax, taxa de câmbio usada como referência para o dólar comercial, foi afetado.

Os servidores, no entanto, após algumas rodadas de reuniões com Campos Neto optaram por interromper a greve. 

A avaliação é de que a sinalização de reajuste de 5% por parte do governo para todos os servidores aliada ao avanço de reivindicações dessa carreira que não estão relacionadas a questão salarial permitiam uma “pausa” na mobilização. A categoria aguarda uma proposta oficial do governo até o dia 2 de maio.

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