Treze servidores do Inep assinam pedido de exoneração coletiva
Treze servidores do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) que ocupam cargos de coordenação fizeram um pedido de exoneração coletiva nesta segunda-feira. Os servidores pertencem à Diretoria de Gestão e Planejamento da instituição, que é diretamente ligada à coordenação de logística e supervisão de contratos do Enem. Na semana passada, dois […]
08/11/2021 14h07, Atualizado há 688 meses
Treze servidores do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) que ocupam cargos de coordenação fizeram um pedido de exoneração coletiva nesta segunda-feira. Os servidores pertencem à Diretoria de Gestão e Planejamento da instituição, que é diretamente ligada à coordenação de logística e supervisão de contratos do Enem.
Na semana passada, dois coordenadores de áreas ligadas à aplicação do Enem já tinham pedido exoneração dos cargos. No total, já são 15 servidores fora de suas funções a pedido.
O pedido de exoneração em massa ocorre na esteira da crise enfrentada no órgão nas últimas semanas. Na última quinta-feira, servidores denunciaram o presidente da instituição Danilo Dupas por assédio moral. Entre os servidores que pediram exoneração de suas funções está Marcela Côrtes, responsável pela coordenação de pessoal da instituição.
O movimento ocorre às vésperas da realização do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), que será aplicado nos dias 21 e 28 de novembro. Segundo denúncia dos funcionários em assembleia na quinta-feira, a conduta de Dupas coloca em risco a realização do exame.
Na semana passada, a Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público (Servir Brasil) divulgou uma nota em apoio aos servidores do órgão:
“É lamentável a ausência de governabilidade na instituição, que está a 17 dias do exame mais importante dos estudantes de ensino médio de todo o Brasil”, diz o texto.
Dupas é o quarto presidente escolhido pela gestão Bolsonaro para comandar o Inep. As trocas constantes na autarquia são alvo de preocupação dos servidores por colocar em risco a realização das políticas desenvolvidas pela instituição.