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Prefeito de Angélica, em MS, é condenado por manter seis empregados como escravos

O prefeito de Angélica, no interior de Mato Grosso do Sul, Aparecido Geraldo Rodrigues (PSDB), conhecido como Boquinha, foi condenado pela Justiça Federal por manter como escravos seis funcionários na Fazenda Estrela, em Juará, no mesmo estado. A situação foi constatada em 2015, durante uma vistoria realizada por auditores fiscais. De acordo com a equipe, […]

Por O Diário
10/05/2022 13h12, Atualizado há 689 meses

O prefeito de Angélica, no interior de Mato Grosso do Sul, Aparecido Geraldo Rodrigues (PSDB), conhecido como Boquinha, foi condenado pela Justiça Federal por manter como escravos seis funcionários na Fazenda Estrela, em Juará, no mesmo estado. A situação foi constatada em 2015, durante uma vistoria realizada por auditores fiscais. De acordo com a equipe, os trabalhadores eram submetidos a condições subumanas e degradantes.

Procurada, a defesa de Boquinha negou o crime. O advogado Rodrigo Dalpiaz Dias afirmou que o prefeito, que disputa a reeleição, “tem conhecimento do ocorrido, mas o responsável é o irmão dele, (…), ressaltando que ele mora em Angélica”. O defensor destacou que Boquinha só soube do processo quando recebeu uma intimação.

Os auditores fiscais afirmaram que os seis funcionários ficavam num local onde não havia água potável. Eles consumiam a que era retirada de um poço e filtrada com um pano. As necessidades fisiológicas eram feitas num pasto e os banhos, tomados num córrego. Os trabalhadores ficavam divididos entre dois quartos. Num deles, dormiam quatro pessoas em camas improvisadas, feitas com tábuas e tijolos. No outro, um funcionário dormia em cima de pedações de papelão e o outro, numa rede.

A vistoria constatou ainda que os trabalhadores deixavam seus pertences ou pendurados em arames ou amontoados no local onde dormiam ou no chão. As paredes do alojamento eram feitas de madeira, colocadas a uma certa distância uma da outra, deixando o espaço sujeito a invasão de insetos. No dia da inspeção, os fiscais encontraram apenas arroz e feijão. Na ocasião, foram lavrados 23 autos de infração por lesão à dignidade humana.

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