‘Novo Lázaro’ se entrega e confessa crimes após sete dias de fuga em Goiás
O caseiro Wanderson Mota Protácio, de 21 anos, suspeito de matar a mulher grávida, a enteada e um fazendeiro, se entregou à polícia na manhã deste sábado, em Gameleira de Goiás, segundo publicou o G1. O crime aconteceu no dia 28 de novembro e, desde então, ele estava foragido. O criminoso passou a ser chamado […]
04/12/2021 13h51, Atualizado há 689 meses
O caseiro Wanderson Mota Protácio, de 21 anos, suspeito de matar a mulher grávida, a enteada e um fazendeiro, se entregou à polícia na manhã deste sábado, em Gameleira de Goiás, segundo publicou o G1. O crime aconteceu no dia 28 de novembro e, desde então, ele estava foragido. O criminoso passou a ser chamado de “novo Lázaro”, em alusão ao serial killer morto por policiais após caçada de 20 dias também em Goiás.
Os crimes ocorreram na zona rural de Corumbá, onde Protácio trabalhava como caseiro de uma fazenda. Após ter matado a mulher grávida e a enteada, ele teria ido até a casa do seu patrão e furtado um revólver com seis munições. Em seguida, o suspeito foi a uma propriedade vizinha e matou um fazendeiro para roubar a caminhonete dele.
A mulher do fazendeiro contou à polícia que Protácio era conhecido da família. Ela disse que o suspeito chegou à propriedade, entrou, conversou com a vítima, tomou refrigerante, sacou a arma e deu um tiro.
De acordo com o boletim de ocorrência, a mulher tentou correr mas Wanderson a derrubou, bateu em seu rosto e tentou estuprá-la. Sem conseguir consumar o estupro, o suspeito atirou contra a mulher. Ela se fingiu de morta e esperou até ele fugir na caminhonete.
Protácio foi apelidado de “Lázaro 2.0” ou “Novo Lázaro”, devido a semelhanças ao caso de Lázaro Barbosa, acusado de matar quatro pessoas da mesma família e que foi alvo da maior perseguição policial da história de Goiás, em junho deste ano.
Polícia diz que caseiro confessou ter matado três pessoas em Goiás
Wanderson confessou ter matado a mulher grávida, a enteada e um fazendeiro, segundo informou o secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda, em entrevista coletiva ao lado da Polícia Civil e Militar do estado. O suposto autor do crime se entregou na manhã deste sábado em Gameleira, a cerca de 100 quilômetros de onde os crimes ocorreram.
— Ele já assumiu que foi ele. Não está negando nada. Está tentando justificar o injustificável. Está tentando arrumar desculpa — afirmou o secretário.
A polícia informou que ele entregou a arma que teria sido usada nos crimes, um revólver calibre 38. Protácio estaria ainda carregando munições de diversos calibres.
O caseiro está sob custódia, e será levado ao Instituto Médico Legal (IML) para realização de exame de corpo de delito. Segundo a polícia, ainda não foi apresentado um advogado de defesa.
Uma fazendeira local convenceu Protácio a se entregar à polícia, segundo publicou o G1. Ela afirmou que estava em sua casa quando foi abordada pelo supeito.
“Eu estava dormindo e meu marido havia saído para pegar leite. Ele bateu na janela, apontou a arma para mim, falou que era um assalto e que ia me matar. Eu pedi calma, falei pra ele ficar tranquilo que eu iria ajudá-lo”, disse Cinda Mara ao G1.
Ela contou que, após conseguir acalmar Wanderson, ele chegou a tomar café e vestir uma camisa. Mara então chamou o marido, que o colocou o suspeito no carro e o levou até os policiais. Antes de entregá-lo às autoridades, a fazendeira chegou a tirar uma foto com o suspeito.
Os crimes ocorreram na zona rural de Corumbá, onde Protácio trabalhava como caseiro de uma fazenda. Após ter matado a mulher grávida e a enteada, ele teria ido até a casa do seu patrão e furtado um revólver com seis munições. Em seguida, o suspeito foi a uma propriedade vizinha e matou um fazendeiro para roubar a caminhonete dele.
Na coletiva de imprensa deste sábado, o secretário Rodney Mirando afirmou ainda que o acusado vai responder por feminicídio, aborto (pelo fato de sua esposa estar grávida), latrocínio e roubo de arma de fogo. Somadas, as penas podem ultrapassar 100 anos de prisão.