Manifestações contra Bolsonaro em SP têm aglomeração
As manifestações contra o governo do presidente Jair Bolsonaro começaram na capital paulista por volta das 16 horas deste sábado, 29. Integrantes do PSOL e a UP de Mogi das Cruzes se encontraram às 14h30 na avenida Cívica, no Mogilar, de onde seguiram juntos rumo ao Museu de Artes de São Paulo (Masp), na capital paulista, […]
29/05/2021 17h55, Atualizado há 688 meses
As manifestações contra o governo do presidente Jair Bolsonaro começaram na capital paulista por volta das 16 horas deste sábado, 29. Integrantes do PSOL e a UP de Mogi das Cruzes se encontraram às 14h30 na avenida Cívica, no Mogilar, de onde seguiram juntos rumo ao Museu de Artes de São Paulo (Masp), na capital paulista, para participar da mobilização.
Pancadas de chuva atrapalharam os preparativos para o ato na Avenida Paulista. Centenas de manifestantes romperam as barreiras que impediam o acesso ao vão do Masp e se abrigaram lá dentro enquanto chovia. Os protestos aconteceram em várias capitais do Brasil.
Apesar do incentivo ao distanciamento social e ao uso de máscaras, houve muita aglomeração e, por causa da chuvas, em São Paulo, os equipamentos de proteção ficaram encharcados.
Manifestantes ligados a movimentos sociais como a União Nacional dos Estudantes e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra ajudaram na distribuição de máscaras PFF2 e pediam o uso do equipamento durante todo o ato. “Este ato não vai ser como os deles”, diziam voluntários que distribuíam máscaras, em referência a manifestações recentes pró-governo, com aglomerações e em que máscaras não eram incentivadas nem usadas por todos.
Os protestos deste sábado, 29, são uma resposta às manifestações de apoiadores do presidente, como a “motocada” que aconteceu no último domingo, 23, no Rio de Janeiro.
Apesar de abandonarem a defesa do “fique em casa”, os grupos defendem que é possível ir às ruas de maneira segura, com o uso de máscaras e distanciamento social.
Os motivos para a mudança de tom, segundo líderes dos movimentos, são tanto a manutenção de índices elevados de contaminação e mortes devido à pandemia, quanto a crise socioeconômica e o comportamento de Bolsonaro, que tem participado de sucessivos atos.