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Lideranças evangélicas cobram Bolsonaro sobre lobby no MEC

O presidente Jair Bolsonaro se tornou alvo de cobranças de lideranças religiosas sobre a atuação do ministro da Educação, Milton Ribeiro, que teria montado um gabinete paralelo controlado por dois pastores evangélicos desconhecidos dos setores que dão sustentação ao governo. Bolsonaro recebeu mensagem do pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus, conselheiro do presidente, e […]

Por O Diário
22/03/2022 18h44, Atualizado há 689 meses

O presidente Jair Bolsonaro se tornou alvo de cobranças de lideranças religiosas sobre a atuação do ministro da Educação, Milton Ribeiro, que teria montado um gabinete paralelo controlado por dois pastores evangélicos desconhecidos dos setores que dão sustentação ao governo. Bolsonaro recebeu mensagem do pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus, conselheiro do presidente, e também de representantes da Frente Parlamentar Evangélica, incomodados com a questão. 
O presidente da Frente Parlamentar Evangélica, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), deu um ultimato ao ministro Milton Ribeiro para que se explique em 24 horas para apresentar. Ele também convocou uma reunião para a tarde desta terça-feira a fim de discutir um possível pedido público de exoneração do ministro.
A equipe de Milton Ribeiro, por sua vez, avalia como debelar a crise. Os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura aparecem frequentemente em agendas internas do ministro e eventos externos. Eles fazem uma espécie de intermediação entre prefeitos interessados em verbas e o MEC.

As lideranças religiosas que formam a base de sustentação do governo se ressentem de não ter todo esse trânsito na administração Bolsonaro. Questionam quem são Santos e Moura e criticam a atuação dos pastores, que não têm cargo nem representação pública, nas entranhas do MEC.

A reunião da Frente Parlamentar Evangélica, marcada para hoje, pode solidificar uma oposição que sempre existiu em relação a Milton Ribeiro. O ministro, pastor da Igreja Presbiteriana em Santos (SP), não teve o aval do grupo, que tinha outros indicados para o cargo. Pode sair da reunião, inclusive, um pedido formal de demissão do ministro.

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