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Fabricante convoca recall de seus produtos após morte de dezenas de cães intoxicados

Fabricante dos petiscos que causaram a morte de dezenas de animais em Minas Gerais, São Paulo, e pelo menos outros oito estados brasileiros, a empresa Bassar Pet Food convocou um recall de seus produtos após uma análise do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) ter concluído que houve, de fato, contaminação por etilenoglicol em […]

Por O Diário
08/09/2022 14h33, Atualizado há 689 meses

Fabricante dos petiscos que causaram a morte de dezenas de animais em Minas Gerais, São Paulo, e pelo menos outros oito estados brasileiros, a empresa Bassar Pet Food convocou um recall de seus produtos após uma análise do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) ter concluído que houve, de fato, contaminação por etilenoglicol em uma das matérias primas usadas para a produção do alimento — o propilenoglicol — e adquirida através de uma fornecedora, a Tecno Clean Industrial Ltda, que não possui registro no governo federal.

A conclusão do Mapa vai de encontro com o que perícias realizadas pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pela Polícia Civil mineira já haviam apontado antes. A UFMG analisou os corpos de cães que morreram após ingestão do produto. A polícia, por sua vez, periciou amostras dos petiscos, entregues pelos próprios tutores. Em última atualização, a delegada Danúbia Quadros, que apura o caso em Belo Horizonte, falou em mais de 40 mortes em todo o país. O etilenoglicol, ou mono-etilenoglicol, é uma das substâncias encontradas nas cervejas da Backer, em caso que deixou 10 mortos, além de várias outras pessoas hospitalizadas e com sequelas permanentes.

Em nota, a Bassar afirma que o recall vale para todos os produtos e orienta que os clientes os entreguem nos locais de venda onde foram comprados. Desde a semana passada, quando o caso veio à tona, a empresa, por determinação do governo federal, já vinha recolhendo do mercado suas linhas de alimentos e a fábrica foi parada.

Produtos de outras empresas podem estar contaminados

Além disso, o caso pode ganhar abrangência ainda maior, o que só aumenta o temor entre os tutores de animais. Isso porque um ofício do Ministério da Agricultura, divulgado no último dia 6, alerta que todas as empresas do setor que adquirem matéria prima deste mesmo fornecedor mineiro de propilenoglicol podem ter seus produtos contaminados. A nota pede para que essas fabricantes tirem também esses alimentos do mercado.

Em nota, a Bassar Pet Food afirma que é a maior interessada no esclarecimento dos fatos, e que apoia as investigações do Ministério da Agricultura e das autoridades policiais e está colaborando com as investigações para a elucidação do caso.

“Em complemento às investigações oficiais, estão sendo finalizados trabalhos de perícia na Bassar Pet Food em todo o processo de produção e maquinários em sua própria fábrica e de todas as matérias-primas que compõem seus produtos finais, cujas análises preliminares convergem no mesmo sentido do que está sendo apontado pelas autoridades. A empresa reforça que o etilenoglicol não faz parte de nenhuma etapa da sua cadeia de produção. De modo preventivo, a companhia está retendo em todo território nacional todos os produtos produzidos em sua planta fabril até que os laudos definitivos sejam concluídos”, diz em comunicado.

A Polícia Civil investiga a empresa pelo crime de comercializar produto impróprio para o consumo.

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