Bolsonaro diz que Tarcísio não sai. E Queiroga nega demissão
O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse que o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, comprometeu-se a ficar no cargo até o fim do governo. Em ocasiões anteriores, Bolsonaro aventou a possibilidade de Freitas concorrer ao cargo de governador do Estado de São Paulo Em cerimônia no Palácio do Planalto para a assinatura de […]
02/09/2021 19h55, Atualizado há 688 meses
O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse que o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, comprometeu-se a ficar no cargo até o fim do governo. Em ocasiões anteriores, Bolsonaro aventou a possibilidade de Freitas concorrer ao cargo de governador do Estado de São Paulo
Em cerimônia no Palácio do Planalto para a assinatura de autorizações de ferrovias, Bolsonaro afirmou ainda que o governo está em “entendimento com Câmara e o Senado” e “mudando o Brasil”.
Ele disse também que a questão do pagamento de precatórios (dívidas judiciais) está sendo “modulada”.
Mais cedo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, também defendeu a “modulação” no pagamento dessas dívidas, que somam R$ 89,1 bilhões no próximo ano.
Ministro da Saúde
Em entrevista concedida na tarde desta quinta-feira (2), o jornal “Correio Braziliense”, da Capital Federal, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga negou que tivesse pedido demissão do cargo ao presidente Jair Bolsonaro, conforme informou o jornalista Diego Escosteguy, do site “O Bastidor”.
Queiroga disse à imprensa que não pediu demissão e que ficará no cargo “até quando Bolsonaro desejar”.
Já o presidente Jair Bolsonaro iniciou nesta quinta-feira, 2, a transmissão semanal ao vivo ao lado do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, ironizando os boatos da demissão do chefe da pasta. “O novo demitido”, disse Bolsonaro. “Isso aqui é mais um fake news, pô. Mais uma mentira. Eles tentam desestabilizar o governo o tempo todo”, disse Bolsonaro.
Durante a transmissão ao vivo, Queiroga comentou medidas de combate à covid-19 no País e anunciou que em breve o Brasil deve ultrapassar os Estados Unidos em proporção de brasileiros que cumpriram o calendário vacinal.
A notícia
Diego Escosteguy, jornalista bem informado e que já dirigiu alguns dos principais órgãos de Imprensa do País na Capital Federal, disse o seguinte no “Bastidor”:
“O médico Marcelo Queiroga comunicou ao presidente Jair Bolsonaro que não ficará mais à frente do Ministério da Saúde. O (ainda) titular da pasta permanecerá na função até que o Planalto encontre um substituto.
Bolsonaro tentou demover o ministro, sem sucesso. Queiroga disse que o ministério está profundamente dividido em meio à crise e que não consegue impor sua autoridade. Em síntese, afirmou que não tem condições de trabalhar como supôs que seria possível. Queiroga é o quarto ministro da Saúde a pedir demissão desde o começo da pandemia.
O presidente agradeceu os serviços de Queiroga e insistiu para que ele ficasse no cargo até que o Planalto escolha um novo ministro. Também insistiu para que a saída dele permanecesse em sigilo, de modo a evitar mais desgastes políticos numa área em que o governo sofre desde o começo da pandemia. Queiroga aquiesceu.
O pedido de demissão e o teor dele foram relatados ao ‘Bastidor’, reservadamente, por duas fontes com conhecimento direto dos fatos”.