Bolsonaro diz que não pode garantir que não exista corrupção no governo federal
O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira que não pode garantir que não há corrupção em seu governo, porque não pode “dar conta de mais de 20 mil servidores comissionados”. Bolsonaro disse, contudo, que a grande maioria de servidores são honestos e que, se surgir “qualquer problema”, será investigado. — Não vou dizer que meu […]
06/12/2021 16h37, Atualizado há 689 meses
O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira que não pode garantir que não há corrupção em seu governo, porque não pode “dar conta de mais de 20 mil servidores comissionados”. Bolsonaro disse, contudo, que a grande maioria de servidores são honestos e que, se surgir “qualquer problema”, será investigado.
— Não vou dizer que meu governo não tem corrupção, porque a gente não sabe. Se tiver qualquer problema no meu governo, a gente vai investigar aí. Eu não posso dar conta de mais de 20 mil servidores comissionados, ministérios com mais de 300 mil funcionários. A grande maioria são pessoas honestas — disse Bolsonaro, em conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada.
Bolsonaro é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) pela suspeita de ter praticado prevaricação no caso da vacina Covaxin. O deputado federal Luís Miranda (DEM-DF) e o irmão dele, o servidor concursado Luís Ricardo Miranda, apresentaram ao presidente suspeitas de irregularidades na compra do imunizante.
De acordo com eles, Bolsonaro teria se comprometido a repassar as suspeitas para a Polícia Federal (PF), o que não ocorreu. No último dia 23 de novembro, a ministra Rosa Weber prorrogou as investigações, a pedido da PF, por mais 45 dias.
Bolsonaro, doente?
O presidente Jair Bolsonaro foi ao posto médico do Palácio do Planalto na manhã desta segunda-feira (6). Bolsonaro ficou cerca de duas horas no local. A Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência não informou o motivo da ida do presidente.
Bolsonaro já esteve outras vezes no posto médico da Presidência, geralmente para fazer exames. Em julho, Bolsonaro foi internado no Hospital das Forças Armadas (HFA), e depois transferido para São Paulo, por obstrução intestinal.
Desde que levou a facada durante ato de campanha em 2018, Bolsonaro passou por seis cirurgias, embora nem todas relacionadas ao atentado.