Bolsonaro diz que ajuda da Argentina para Bahia não é necessária ‘neste momento’
Um dia após o governo brasileiro rejeitar uma ajuda oferecida pela Argentina para atender a população da Bahia afetada por temporais, o presidente Jair Bolsonaro utilizou suas redes sociais para justificar a decisão. De acordo com Bolsonaro, o auxilio do país vizinho não seria necessário no momento, mas que a oferta “poderá ser acionada oportunamente”. […]
30/12/2021 17h23, Atualizado há 689 meses
Um dia após o governo brasileiro rejeitar uma ajuda oferecida pela Argentina para atender a população da Bahia afetada por temporais, o presidente Jair Bolsonaro utilizou suas redes sociais para justificar a decisão. De acordo com Bolsonaro, o auxilio do país vizinho não seria necessário no momento, mas que a oferta “poderá ser acionada oportunamente”.
A Argentina pretendia enviar profissionais especializados nas áreas de água, saneamento, logística e apoio psicossocial para socorrer moradores baianos afetados pelas fortes chuvas, mas o apoio foi recusado pelo Ministério das Relações Exteriores. As chuvas deixaram ao menos 24 mortos.
Em publicação nesta quinta-feira, Bolsonaro afirmou que o “fraterno oferecimento argentino” de assistências de 10 pessoas ocorreu em um momento em que as Forças Armadas e a Defesa Civil “já estavam prestando aquele tipo de assistência à população afetada”.
Por essa razão, a avaliação foi de que a ajuda argentina não seria necessária naquele momento, mas poderá ser acionada oportunamente, em caso de agravamento das condições. A resposta do Ministério das Relações Exteriores à Embaixada Argentina é clara a esse respeito”, escreveu o presidente.
Bolsonaro ressaltou que “o governo Brasileiro está aberto a ajuda e doações internacionais” e disse que o Itamaraty aceitou doações da Agência de Cooperação do Japão (JICA) de barracas de acampamento, colchonetes, cobertores, lonas plásticas, galões plásticos e purificadores de água.
A Argentina é governada pelo presidente Alberto Fernández, de esquerda, com quem Bolsonaro já trocou diversas acusações públicas.
Governador da Bahia diz que, mesmo sem ajuda federal, reconstruirá casas perdidas com a enchente
Rui Costa critica ausência do governo federal na região que sofre com enchentes desde o começo de dezembro
O governador da Bahia, Rui Costa (PT) criticou indiretamente a falta de apoio claro com prazos, do governo federal, para a reconstrução das áreas atingidas pelas enchentes no sul do estado, que já deixaram ao menos 24 mortos. Ele disse que o governo do estado reconstruirá todas as casas e cidades destruídas pelas fortes chuvas, em m uma publicação no Twitter feita nesta quinta-feira.
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“Mesmo que não venham recursos federais, o Governo do Estado reconstruirá todas as casas e as cidades que foram destruídas com as chuvas na Bahia. Vamos estabelecendo prioridades e, ao longo de 2022, em parceria com os Municípios, nós vamos garantir uma moradia digna às pessoas”, escreveu.
Nessa quarta-feira, o governador contou pela rede social que se reuniu com prefeitos do sul da Bahia e pediu agilidade no cadastramento das pessoas que perderam imóveis e levantamento dos principais danos provocados pelas chuvas. Costa quer ampliar a parcerias com os municípios atingidos pelas chuvas.
O governador tem ampliado o tom das críticas ao governo. Na quarta-feira, ele afirmou que os R$ 80 milhões liberados pelo governo federal por MP são insuficientes para reconstruir estradas e pontes destruídos com as chuvas. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, prometeu o envio de médicos, vacinas e medicamentos, mas não indicou um prazo para isso. E o presidente Jair Bolsonaro tem sido criticado por manter suas férias em Santa Catarina, com passeios de jet ski e ida a parques de diversão, sem ter interrompido seu segundo recesso de fim de ano para visitar as áreas atingidas pelas chuvas.