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Apresentador Gilberto Barros é condenado e multado por homofobia

O apresentador Gilberto Barros foi condenado por discriminação e multado pela Secretaria da Justiça e da Cidadania do Estado no valor de R$ 32 mil por ter feito comentários homofóbicos em um programa no seu canal no YouTube. A sentença prevê 2 anos de reclusão em regime aberto e pagamento de 10 dias multa e […]

Por O Diário
16/08/2022 19h53, Atualizado há 689 meses

O apresentador Gilberto Barros foi condenado por discriminação e multado pela Secretaria da Justiça e da Cidadania do Estado no valor de R$ 32 mil por ter feito comentários homofóbicos em um programa no seu canal no YouTube.

A sentença prevê 2 anos de reclusão em regime aberto e pagamento de 10 dias multa e prestação de serviços à comunidade.

O processo foi julgado na 4ª Vara Criminal do Foro Central Criminal Barra Funda pela juíza mogiana Roberta Hallage Gondim Teixeira, filha do ex-deputado Luiz Carlos Gondim. O assunto está repercutindo em diversos sites de notícias. A sentença foi publicada na sexta-feira (12). Cabe recurso.

De acordo com Roberta, no programa veiculado no dia 9 de setembro de 2020, o apresentador “praticou e induziu a discriminação e preconceito de raça, sob o aspecto da homofobia”. Durante o programa, Barros falou sobre beijo entre dois homens em público.

Ele disse que “presenciar, onde eu guardava o carro na garagem, beijo de língua de dois bigodes, porque tinha uma boate gay ali na frente, não tenho nada contra, mas eu também vomito, sou gente, gente. Hoje em dia se quiser fazer na minha frente faz, apanha dois, mas faz”.

Segundo o G1, a defesa de Gilberto, na sentença, pediu a absolvição do réu por “atipicidade da conduta”. Os advogados alegaram que não houve intenção de atacar publicamente a comunidade e que buscava “defender as minorias”.

A representação foi feita pelo jornalista William de Lucca Martinez , também testemunha do caso.

Gilberto Barros confirmou a fala à Justiça, mas negou a acusação. No processo, ele afirmou estar “constrangido com a situação, pois sempre usou sua arte ou ofício para melhorar o país”. A juíza escreveu: “Relata que no programa estava comemorando os 70 anos da televisão brasileira e que Jamais teve a intenção de incitar a violência. Relata que a fala refere-se a um episódio por ele assistido quando tinha 26 anos. Observou ser caipira do interior e tudo era um tabu na época”

“Em relação a sua fala, contou ter guardado o carro na garagem e saído; atravessou a rua com medo, então viu uma pessoa de calça abaixada; um moço estava abaixado e o outro em pé. Então o que estava abaixado se levou, percebendo o depoente que dois homens faziam sexo na rua”, complementou Roberta Teixeira.

 

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