Diário Logo

Encontre o que você procura!

Digite o que procura e explore entre todas nossas notícias.

NULL NULL

Alunos de colégio militar do RS cantam letras exaltando a violência em treinamento

Um vídeo divulgado pelo coronel Marcelo Pimentel, ex-chefe do Estado- Maior da 7° Região do Exército, mostra jovens que seriam alunos do Centro de Treinamento Pré-militar de Canoas, no Rio Grande Sul, entoando canções que exaltam a violência durante uma marcha de treinamento pela cidade. O flagrante, registrado por um colega de Pimentel, tem circulado […]

Por O Diário
04/04/2022 17h55, Atualizado há 689 meses

Um vídeo divulgado pelo coronel Marcelo Pimentel, ex-chefe do Estado- Maior da 7° Região do Exército, mostra jovens que seriam alunos do Centro de Treinamento Pré-militar de Canoas, no Rio Grande Sul, entoando canções que exaltam a violência durante uma marcha de treinamento pela cidade. O flagrante, registrado por um colega de Pimentel, tem circulado pelas redes sociais e chama atenção pela agressividade do conteúdos dos cânticos, que trazem trechos como “Quando eu morrer, quero ir de FAL e de Beretta, chegar no inferno e dar um tiro na cabeça no capeta” (uma referência ao uso do fuzil FAL, arma automática leve de uso tático das forças armadas utilizada em diferentes países). 

Em seu post, o coronel afirma que “as letras desses cânticos são absolutamente impróprias para serem pronunciadas fora do quartel. Até mesmo no quartel já não cabe mais”. Ele continua a crítica alegando que o “curso pré- militar ensina crianças fantasiadas de milicianos a terem atitude violenta” e atribui a marcha dos alunos ao processo de “militarização da sociedade por intermédio da ocupação maciça de cargos políticos governamentais pelos generais e coronéis da geração que inventou essas músicas nos anos 70 e 80”. 

O Globo entrou em contato com o coronel Pimentel, que informou que a gravação foi feita por outro colega coronel, presente na ocasião do treinamento, e sua divulgação foi autorizada por ele. 
Segundo Pimentel, outras canções do Treinamento Físico Militar (TFM) incitariam a violência explícita, como a intitulada “Eu sou a morte”, que diz: “Bate na cara, espanca até matar/ Arranca a cabeça e joga ela no mar / E o interrogatório é muito fácil de fazer/ Eu pego o inimigo e dou porrada até morrer”. 
Procurado, o Exército Brasileiro ainda não se manifestou sobre o caso.

Mais noticias

Veja 3 filmes imperdíveis que chegam aos cinemas nesta quinta-feira, 06 de agosto de 2026

Matcha: 3 receitas fáceis para fazer em casa 

5 países com praias paradisíacas para conhecer nas próximas férias

Veja Também