Petrúcio Ferreira leva ouro e bate recorde em Tóquio; Washington Júnior é bronze
Petrúcio Ferreira continua sendo o homem mais rápido do esporte paralímpico. Nos Jogos de Tóquio-2020, ganhou a medalha de ouro na prova dos 100 metros da classe T47, para quem teve um braço amputado, e ainda houve uma dobradinha brasileira: Washington Júnior levou o bronze. A prata ficou com o polonês Michal Darus. Na prova, […]
27/08/2021 14h24, Atualizado há 688 meses
Petrúcio Ferreira continua sendo o homem mais rápido do esporte paralímpico. Nos Jogos de Tóquio-2020, ganhou a medalha de ouro na prova dos 100 metros da classe T47, para quem teve um braço amputado, e ainda houve uma dobradinha brasileira: Washington Júnior levou o bronze. A prata ficou com o polonês Michal Darus. Na prova, o Brasil ainda teve Lucas de Souza, que chegou na sexta colocação.
Na largada, Washington imprimiu um ritmo muito forte. Petrúcio foi se recuperando e assumiu a liderança por volta dos 50 metros, anotando o tempo de 10s53, novo recorde paralímpico. Darus ficou com o tempo de 10s61 e Washington Ferreira, fazendo muita força no fim, completou o percurso em 10s68.
Petrúcio é uma das maiores estrelas paralímpicas do Brasil. Campeão e recordista mundial e ouro no Rio-2016, o paraibano de 24 anos foi o porta-bandeira do Brasil na cerimônia de abertura da Tóquio-2020, ao lado da jogadora de bocha Evelyn Oliveira.
Após a prova, Petrúcio contou sobre um momento tenso que teve durante a preparação. “No momento difícil acabei tendo uma discussão com o treinador, e peço desculpas. Ele é um cara fenomenal, um pai pra mim. Eu perguntei pra ele: ‘você confia em mim’, e ele respondeu: ‘confio, confio 100%, 200%'”, relatou, em entrevista ao SporTV. Ao lado de Washington, os dois disseram ter combinado o funk com a pisadinha na dancinha que fizeram após a conquista das medalhas.
Tendo quebrado o recorde mundial da sua categoria diversas vezes, Petrúcio diz não ver isso como um peso. “Não ponho esses resultados como pressão, mas coloco como um desafio pessoal de buscar o meu melhor, de estar no meu melhor e buscar o meu limite”, afirmou ao Estadão.
Natural do Rio de Janeiro, Washington Júnior tem uma carreira de respeito: aos 24 anos, é vice-campeão mundial, tendo conquistado a prata em 2019, no Mundial de Doha e agora o bronze paralímpico
Antes deles, dois brasileiros disputaram a final da classe T37 (para quem tem dificuldades motoras decorrentes de problemas neurológicos), mas sem medalha. Ricardo Costa ficou em quinto lugar e Christian Gabriel chegou em sétimo.
NATAÇÃO – O Brasil foi representado por Wendell Belarmino e Matheus Rheine na prova dos 50m livre da classe s11 (deficiência visual severa) na Paralimpíada de Tóquio-2020 e saiu com nada menos que um ouro: conseguiu superar rivais chineses e vencer a prova com o tempo de 26s04. Rheine ficou na sexta posição.
Em uma prova curta como os 50 metros livre, o mais importante largar bem e manter o ritmo forte até acabar. E foi o que Belarmino fez. O brasileiro saiu bem, um pouco atrás do chinês Dongdong Chua, que ficou com a prata, e conseguiu ultrapassá-lo. O bronze ficou com o lituano Edgaras Matakas.
“A ideia era vir, me divertir e nadar o mais rápido possível. Felizmente, o mais rápido possível foi medalha de ouro. Eu estou realizando três sonhos: vir para uma Paralimpíada, disputar uma final e ser medalha de ouro. Eu tirei um peso dos ombros quando bati na parede e ouvi a galera do Brasil gritando (outros nadadores e comissões técnicas)”, afirmou Belarmino ao SporTV após a vitória.
Belarmino tem 23 anos e é natural de Brasília. O nadador é o atual campeão mundial da prova que ganhou na Paralimpíada e vice nos 100 metros livre, que ele não disputará em Tóquio. Contudo, ainda tem mais uma prova em Tóquio, os 200 metros medley da classe s11.
Um detalhe que chamou atenção na preparação de Wendell para Tóquio é que o brasileiro utilizava túneis de vento como forma de relaxar, mas também de fortalecer a sensibilidade corporal, estimulada indiretamente pelos voos no simulador. Como é deficiente visual, o tato é fundamental para o brasileiro na piscina, como demonstrou em sua primeira Paralimpíada.