Padovani revela planos para o Mogi Basquete
“O mogiano sempre foi apaixonado pelo basquete. A chama pode ter dado uma abaixadinha, mas ela não apagou e continua acessa”. Essas são as palavras de Danilo Padovani, que volta a assumir o posto de técnico do Mogi das Cruzes Basquete após a saída do ‘coach’ Guerrinha, com a missão de fortalecer a equipe onde […]
12/06/2021 16h28, Atualizado há 688 meses
“O mogiano sempre foi apaixonado pelo basquete. A chama pode ter dado uma abaixadinha, mas ela não apagou e continua acessa”. Essas são as palavras de Danilo Padovani, que volta a assumir o posto de técnico do Mogi das Cruzes Basquete após a saída do ‘coach’ Guerrinha, com a missão de fortalecer a equipe onde ele marca presença há uma década.
A expectativa de todos na equipe, que passa por processo radial de reestruturação em meio às dificuldades, que foram alavancadas pela pandemia, é resgatar aquela energia no Hugão, o ginásio Professor Hugo Ramos, durante os jogos que atualmente são realizados sem torcida. “Só quem está lá sabe como é”, descreve Danilo. Tudo no momento quando for seguro, após a vacinação contra o coronavírus. Para isso, uma série de desafios precisa ser superado. “Tenho certeza que voltando a normalidade essa chama vai voltar junto com o time”, avalia Padovani.
Ele foi anunciado na semana passada como novo técnico do Mogi para a temporada 2021/22. Poucos antes, a Prefeitura anunciou o projeto “Joga Junto Mogi”, em tom pessimista, citando que o basquete mogiano “chegou ao fundo do poço”. O projeto, entre outras metas, deverá, criar categorias de base formativas em parceria e de forma integrada com Mogi Basquete. A ideia é aproximar e profissionalizar os mais jovens com a modalidade, beneficiando também o elenco principal do Mogi, além de reunir outras iniciativas que aproximariam o esporte do público mais novo. As medidas devem ser implementadas em 2022.
Para Padovani, o projeto será benéfico. Ele também avalia que a reestruturação veio em boa hora. “Ou o basquete acabava ou continuava”. Ele já alavanca as metas: “O objetivo de toda equipe profissional é sempre buscar o título. Daqui para frente vamos trabalhar com os jogadores, tentando manter a mesma equipe e pensando no futuro e títulos”.
Danilo conta que agora irá analisar os pontos fortes do time, buscando explorar a fraqueza do adversário.
“Meu estilo de jogo vai depender muito do time que teremos na mão. Depende se é um time jovem, atlético, que consegue correr a quadra inteira por muitos minutos, ou se é um time mais experiente, que você precisa de uma dosagem maior para rodar os jogadores”, avalia ele. “Hoje em dia, no basquete moderno, se tem muita intensidade. Para isso é preciso fazer um rodízio”, diz.
Mas basicamente, ele conta que dará prioridade à defesa. “Hoje em dia queremos um jogo de transição ofensiva, já chegar jogando e pegar o adversário surpreendido”, conta.
“Se a gente conseguir manter a equipe do ano passado para cá vai ser muito bom. Os jogadores são unidos e se respeitam. Todos estão em um momento de crescimento e aproveitam a oportunidade como uma vitrine”, avalia o técnico.
“A princípio já foi conversado com todos os jogadores, mas muitos têm propostas de outras equipes”, conta. Nos próximos dias, o quadro para a próxima temporada estará mais completo.
Até a tarde desta sexta-feira (11), cinco nomes já haviam sido confirmados para a temporada 2021/2022. O Mogi anunciou a renovação e contratação do novo técnico da equipe, Danilo Padovani, e as renovações com o armador Fúlvio Chiantia, o ala Wesley Mogi, o ala-pivô Douglas Santos e com o ala-armador Guilherme Lessa.
Por fim, Danilo avalia o impacto da pandemia ao esporte. “O que eu tenho que falar é de dentro da quadra, tentamos extrair o máximo de nossos jogadores. Terminar com muita ombridade e honra. Agora é pensar daqui para frente que as coisas possam melhorar”, finaliza o técnico.
O “coach” sai de quadra com títulos na bagagem
Mogi das Cruzes se despede do técnico Jorge Guerra com boas lembranças. O contrato de toda a equipe se encerrou no final de maio último e, em meio a reestruturações, o “coach” não teve o vínculo renovado. Agora, ele quer “virar a página”.
Guerrinha deixa o comando do Mogi Basquete após cinco temporadas, com dois títulos e mais outras duas finais disputadas como conquistas.
Em 2020, apesar das dificuldades financeiras, alavancadas pela pandemia, o desempenho do time também não deixou a desejar, chegando até as quartas de final do NBB (Novo Baquete Brasil).
Apesar de ser especulada, a saída de Guerrinha pegou muitos torcedores de surpresa. Nas redes sociais, mogianos enviaram mensagens de apoio e também de agradecimentos pelo trabalho ao longo das últimas cinco temporadas.
Guerrinha chegou ao Mogi Basquete em junho de 2016, com a missão principal de colocar a equipe na rota dos títulos. Logo em sua primeira temporada, o técnico ajudou o time mogiano a voltar a vencer o Campeonato Paulista.
No ano seguinte, o time continuou a todo vapor, com dois vice-campeonatos ao Mogi: o da Liga das Américas – hoje denominada Champions League Américas -, além do NBB 10. Até hoje, essa foi a posição mais longe que o time já chegou neste campeonato.
Nos anos seguintes, veio uma redução drástica no orçamento, dificuldando encarar as demais equipes de igual para igual.
Na temporada de 2018 e 2019, Mogi chegou ao terceiro lugar da NBB. Em 2019 e 2020 ficou na quinta posição. Na epóca, também foi eleito o melhor treinador do torneio e faturou o troféu Ary Vidal.
Em cinco temporadas, Guerrinha conquistou:
– Título sul-americano 2016
– Título paulista 2016
– Vice-campeão do NBB 2018
– Troféu Ary Vidal de Técnico do Ano do NBB 2019/20
– Vice-campeão da Liga das Américas 2018
– Título de cidadão mogiano