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Jogadores falam sobre o futebol amador de Mogi das Cruzes

Um futebol aos finais de semana com os amigos, uma competição amadora, assistir uma partida na televisão ou nos estádios ou até mesmo ganhar a vida com o esporte. São possibilidades para aqueles que gostam da modalidade mais conhecida e difundida no Brasil. O mogiano Alfredo Sanchez Palencia Fernandez Filho, 41 anos, jogou futebol profissional […]

Por O Diário
28/01/2021 19h28, Atualizado há 688 meses

Um futebol aos finais de semana com os amigos, uma competição amadora, assistir uma partida na televisão ou nos estádios ou até mesmo ganhar a vida com o esporte. São possibilidades para aqueles que gostam da modalidade mais conhecida e difundida no Brasil.

O mogiano Alfredo Sanchez Palencia Fernandez Filho, 41 anos, jogou futebol profissional na Espanha por 18 anos e há 5, quando retornou à Mogi das Cruzes, participa de campeonatos amadores. “Dá para dizer que é um vício”, diz ele. Desde que voltou para a cidade, todos os finais de semana ele está em campeonatos.

Dono de uma sorveteria no Centro de Mogi, às vezes reserva um tempo para jogar futebol após o trabalho. As participações dificilmente passam despercebidas. Em alguns campeonatos ele é conhecido da torcida, que já chegou a levar um cartaz escrito “hoje tem gol do Alfredo”, alusão ao que a torcida do Flamengo costuma falar de Gabigol.

Alfredo conta que no Água Verde, no Jardim Camila, ele vem participando de campeonatos desde que voltou ao País e tem sido artilheiro por anos seguidos. “São 12 jogos em um campeonato e eu já cheguei a marcar 25 gols, sete em uma partida. No ano passado eu me machuquei, não fui o artilheiro, falaram até que estavam achando estranho”, brinca.

Alfredo costuma jogar society, mas durante a semana disputa futsal e futebol de campo. Para se manter em forma, frequenta a academia. “Eu nunca gostei muito de treinar, mas não sou mais novinho, preciso tomar esses cuidados”, frisa. 

O mogiano admite que os convites que recebe para jogar vêm de times com integrantes de todas as idades. Por isso, ele não tem um time fixo, está sempre jogando em diferentes equipes.

“Jogar é uma diversão, um prazer, mas também está totalmente ligado com a minha saúde. Quando eu não estou jogando isso influência diretamente a minha alimentação. Quando veio a pandemia e eu fiquei meses sem poder jogar foi triste a situação. Eu treinava em casa, como dava, porque precisava fazer alguma coisa e não queria perder o físico. Quando voltei, ainda levei um tempo para recuperar o ritmo de jogo”, conta.

Na fabrica e no futsal

Quem vê o mogiano Rodrigo Aparecido Antunes de Campos, 36 anos, trabalhando na produção de uma fábrica no Taboão, em Mogi das Cruzes, não imagina os caminhos que ele já percorreu no futsal. Desde os 7 anos de idade ele participava de competições e até os 26 jogou profissionalmente. Hoje, o esporte é um hobby indispensável.

Do profissionalismo levou o conhecimento e a posição que sempre jogou, que é do meio para o ataque. O que mudou foi o local de atuação. Ele trocou as quadras de futsal pelo gramado sintético do society. Há dois anos está no Esquadrão, time que participa dos campeonatos do Água Verde, no Jardim Camila.
“Mesmo que seja por diversão, eu só jogo campeonatos, é difícil jogar amistosos.

Muito disso por conta do trabalho, porque esses jogos são durante a semana e eu não consigo ir. Também é difícil eu jogar futsal. Antes ainda jogava em um time mais familiar, com os meus primos, mas agora estou fixo no Esquadrão e recebo convites de outras equipes”, revela.
Foi no antigo Clube Campestre que Rodrigo começou a jogar, ainda criança. Em uma das partidas de campeonatos de Mogi, foi visto por representantes da Seleção Mogiana de Futsal. Ele fez um teste e com 12 anos foi federado. Jogou todas as categorias menores, até que chegou ao sub-20. Atuou ainda em outras cidades, como Ferraz de Vasconcelos, Jacareí e Suzano, sempre profissionalmente. 

Próximo dos 26 anos, ele machucou o joelho e precisou operar e parar de jogar. Em 2018, voltou para  a Liga Paulista de Futsal, mas as dores no joelho não o permitiram continuar. “Foi quando eu parei de vez. Eu trabalhei com vendas externa e agora estou na produção da fábrica, mas aos finais de semana preciso desse lazer”, afirma.

Além do amor pelo esporte, Rodrigo admite que a “resenha” com os amigos não pode faltar depois das partidas. O momento é importante para colocar a conversa em dia depois de uma semana inteira de muito trabalho. 

“Durante a pandemia eu fiquei muitos meses sem jogar futebol e cheguei a engordar. Mas teve também a parte mental que foi afetada. Não tinha como jogar, não tinha como ir para a academia, não tinha jogo para assistir na TV”, lembra.

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