Entenda por que vaga na Fórmula 2 é tão importante
A notícia de que o Banco do Brasil (BB) negocia um contrato de patrocínio com Enzo Fittipaldi, que disputa a Fórmula 2 pela Charouz Racing System, aparece como uma grata surpresa para o automobilismo brasileiro. O valor do contrato, ainda em discussão, gira em torno de R$ 8 milhões, mas já é uma importante notícia […]
08/03/2022 09h17, Atualizado há 688 meses
A notícia de que o Banco do Brasil (BB) negocia um contrato de patrocínio com Enzo Fittipaldi, que disputa a Fórmula 2 pela Charouz Racing System, aparece como uma grata surpresa para o automobilismo brasileiro. O valor do contrato, ainda em discussão, gira em torno de R$ 8 milhões, mas já é uma importante notícia para o piloto. Mesmo longe de ter as cifras da F1, a F2 também é uma disputa que — além do aspecto técnico — o dinheiro fala alto.
Para entender a importância do investimento em Enzo Fittipaldi, é preciso olhar para o futuro. Pensando na carreira, a Fórmula 2 é a categoria de base da Fórmula 1. Essa visão de praticamente todas as equipes ajuda a entender o pensamento para o lado financeiro: ir bem na F2 significa ter boas chances de ir bem na F1 e consequentemente atrair mais patrocinadores.
Tanto que pilotos como Mick Schumacher, George Russell, Charles Leclerc e Lando Norris foram estrelas nesta categoria. Antes de ser alçado para a Fórmula 1, Lewis Hamilton dominou seus adversários e foi campeão mundial da GP2 em 2006. Todos hoje são bombas de investimento. Além de craques dentro da pista.
De acordo com a mídia especializada na cobertura automobilística, estima-se que enquanto um piloto necessita de um investimento aproximado de 800 mil euros (R$ 3,6 milhões) para competir na F3, esse valor dobre para a F2.
Na Fórmula 1, uma equipe capaz de lutar pelo título, como Mercedes, Ferrari e Red Bull, não investe menos de 300 milhões de euros (R$ 1,35 bilhão) por ano. Na F2, um time com dois carros também, como na F1, precisa de 3,2 milhões de euros (R$ 14 milhões) em média. Além de talento, é preciso de dinheiro.
Voltando ao aspecto técnico, na F2, todos os carros usam o mesmo chassi e motor, o que privilegia a qualidade técnica dos pilotos. Mas cada equipe tem um acerto e questões aerodinâmicas individuais, o que cria certa disparidade. Tanto que a PREMA, a Carlin e a ART Grand Prix têm se destacado.
Outro ponto é que dos 16 circuitos da F2, 13 deles (seriam 14 após a remoção do GP de Sochi, na Rússia) também estão na categoria principal: os GP do Bahrein, de Baku, da Catalunha, de Hungaroring, de Imola, de Jidá, de Monaco, de Monza, de Spilberg, de Silverstone, de Spa-Francorchamps, de Yas Marina e de Zandvoort. Todas são disputadas no mesmo fim de semana da F1.