‘New York Times’ ganha 455 mil assinantes digitais e lucro salta 15%
O New York Times ganhou 455 mil novos assinantes digitais no terceiro trimestre e viu seu lucro saltar 15% na comparação com igual período do ano passado, informou a companhia nesta quarta-feira. Sem contar o ano de 2020 — quando o interesse pelas notícias na pandemia impulsionou as vendas — foi o maior ganho de […]
03/11/2021 15h07, Atualizado há 688 meses
O New York Times ganhou 455 mil novos assinantes digitais no terceiro trimestre e viu seu lucro saltar 15% na comparação com igual período do ano passado, informou a companhia nesta quarta-feira. Sem contar o ano de 2020 — quando o interesse pelas notícias na pandemia impulsionou as vendas — foi o maior ganho de assinaturas online num trimestre da história do jornal.
Dos 455 mil novos assinantes, 320 mil foram incorporados ao assinarem o conteúdo jornalístico do Times. O restante veio via games, serviço de receitas e pelo Wirecutter, site de tecnologia do NYT que começou a oferecer conteúdo pago a partir de setembro.
O NYT tem, agora, quase 8,4 milhões de assinantes, dos quais 7,6 milhões digitais. A meta é alcançar 10 milhões até 2025. O jornal também passou a marca de um milhão de assinantes fora dos EUA.
A CEO da empresa, Meredith Kopit Levien, atribuiu os bons números “ao período cheio de notícias” e a melhora na retenção dos assinantes, bem como a iniciativas para transformar leitores ocasionais em pagadores de conteúdo.
“Foi nosso melhor terceiro trimestre em assinatutas de jornalismo e no geral desde o lançamento do nosso modelo de conteúdo digital pago, há mais de 10 anos. E, tirando 2020, foi o melhor trimestre desde sempre em crescimento de assinaturas on-line”, afirmou Levien em nota.
O número de assinantes da versão impressa, por sua vez, caiu para 795 mil entre julho e setembro, ante os 831 mil em igual trimestre do ano passado. A tendência de queda ocorre em toda a indústria.
O NYT reportou lucro operacional ajustado de US$ 65,1 milhões no período, alta de 15% sobre os meses de julho a setembro de 2020. A receita subiu 19,3$, para US$ 509,1 milhões.